quarta-feira, 8 de julho de 2015

LIÇÃO 2: O EVANGELHO DA GRAÇA - 2015/3

Lição 2: O Evangelho da Graça
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TEXTO ÁUREO

“[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

VERDADE PRÁTICA

O evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 1Tm 1.7
Falsos doutores da lei que não compreendiam o que ensinavam
Terça — 1Tm 1.9,10
A Lei não foi feita para os justos, mas para os injustos
Quarta — 1Tm 1.17
A Deus honra e glória para sempre
Quinta — 1Tm 1.20
Entregues a Satanás para que aprendam a não blasfemar
Sexta — 2Tm 4.7
Combatendo o bom combate da fé cristã
Sábado — Gl 1.15
Paulo foi chamado pela graça de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 1.3-10.

3 — Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,
4 — nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
5 — Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
6 — Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas,
7 — querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.
8 — Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente,
9 — sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas,
10 — para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina.

HINOS SUGERIDOS

27, 156, 464 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Explicar o que é o evangelho da graça de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar porque as falsas doutrinas corrompem o evangelho da graça.
II. Conscientizar-se de que a graça superabundou com a fé e o amor.
III. Compreender o significado do bom combate.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Paulo foi escolhido e enviado pelo Senhor para anunciar e ensinar o verdadeiro significado da graça. No Antigo Testamento apenas Israel era o povo eleito de Deus. Porém, como prova do seu amor altruísta, Deus enviou seu filho Jesus Cristo para morrer na cruz por toda a humanidade. Jesus veio trazer salvação a todos. Em Cristo não há judeu, gentio, servo, livre, homem ou mulher (Gl 3.28). O evangelho da graça, diferente do judaísmo, não exclui ninguém. Todos são alvos do favor de Deus. Somos salvos não pelas obras da Lei, nem pelas obras que realizamos, mas recebemos o presente da salvação unicamente pela graça. Que você, juntamente com seus alunos, louvem a Deus por sua infinita e abundante graça.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Ao se despedir dos anciãos de Éfeso, Paulo expressou seu sentimento de preocupação com o rebanho de Deus, pois tinha receio de que na sua ausência as ovelhas do Senhor fossem atacadas (At 20.29,30). Sem dúvida, foi um sentimento dado pelo Senhor, pois sete anos depois, Paulo estava deixando Timóteo em Éfeso, para combater os “lobos cruéis”, que queriam “devorar” o rebanho sob seus cuidados pastorais. Nos dias de hoje, há igrejas que abrigam falsos obreiros, que pervertem a sã doutrina matando ou dispersando as ovelhas. [Comentário:  Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24). O ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. “… para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho. Adaptado de “O Compromisso com o Evangelho da Graça”, Rev Hernandes Dias Lopes - http://hernandesdiaslopes.com.br/2013/08/o-compromisso-com-o-evangelho-da-graca/#.VZsophtViko. Mas o que é esse Evangelho da Graça pelo qual Paulo ‘gastou’ sua vida? Alguém já disse que se fosse definir, diria que o evangelho “é o anúncio da graça”. E o grande apóstolo Paulo escreveu em Romanos que o evangelho da graça “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer” (Rm 1.16 -18). O evangelho da graça é o evangelho de Cristo. O evangelho que livra o homem das algemas da religiosidade, do farisaísmo ferrenho, do tradicionalismo que mata, dos dogmas religiosos que muitas vezes nos oprimem. Em seu livro O Evangelho da Graça (Cultura Cristã), o teólogo americano e ex-pastor da 10ª Igreja Presbiteriana de Filadélfia, James Montgomery Boice, afirma “existir para chamar a Igreja, no meio de nossa cultura decadente, a se arrepender do seu mundanismo, recuperar e confessar a verdade da Palavra de Deus como os reformadores o fizeram e ver tal verdade incorporada em doutrina, culto e vida” (p 14).]. Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?


PONTO CENTRAL

Os falsos ensinos corrompem o Evangelho da graça de Deus.


I. AS FALSAS DOUTRINAS CORROMPEM O EVANGELHO DA GRAÇA

1. O evangelho da graça. É o Evangelho libertador que Cristo trouxe ao mundo, por bondade de Deus, independente das obras humanas (Ef 2.8,9). Paulo se referiu a esse Evangelho de maneira muito eloquente (At 20.24). Ele conhecia esse Evangelho, não apenas na teoria, mas por experiência própria. De modo inexplicável, o blasfemo e perseguidor dos cristãos, foi escolhido para ser um dos maiores pregadores do Evangelho de Cristo (1Tm 1.12-14). Será que daríamos oportunidade a um indivíduo com tal histórico?  [Comentário:  A nossa salvação é pela graça de Deus e de Cristo (Ef 2.8). E esta graça representa um favor não merecido. O apóstolo anteriormente havia escrito sobre quem ele era alguém que não merecia a misericórdia de Deus, mas que este graça divina lhe alcançou. Sobre o Senhorio de Cristo, podemos encontrar em Filipenses 2.11 e Romanos 1.4. Nesta aliança de misericórdia divina e falhas humanas, entramos com a nossa fé, e o Senhor entra com sua superabundante graça, que supera os nossos pecados, e saímos ganhando em tudo. Assim, a    religiosidade legalista mata e maltrata, ao contrário do evangelho da graça, que é libertador, restaurador (Jo 8.32). Trata-se de um evangelho que traz vida abundante (Jo 10.10). Não o evangelho do peso, nem do jugo (Mt 11.28-30), mas do alívio, da cura, da terapia, do refrigério e da restauração. Não da religiosidade da acusação, mas da graça libertadora do perdão: “Onde é que estão os teus acusadores? Nem eu tão pouco te condeno, vai-te e não peques mais” (Jo 8.9-11). No Evangelho da Graça Cristo pagou, quitou uma vez por todas para nos trazer libertação plena e completa: “Quando ele tomou o vinho, disse: “tudo está completado”. Tudo está quitado e pago” (Jo 19.30).]

2. As falsas doutrinas (v.3). Os falsos mestres seriam presbíteros, a quem cabia a tarefa de ministrar o ensino à igreja (1Tm 5.17; 3.2). As falsas doutrinas eram apresentadas como “fábulas ou genealogias intermináveis” (1.4). As “fábulas” (gr.mythoi) eram narrativas imaginárias, lendas, ficção. Na literatura, têm seu lugar. Mas, na Igreja, não deve haver espaço para fábulas ou mitos. No texto, não fica claro qual o conteúdo das “genealogias”, mas, ao lado das fábulas, eram ensinos que traziam especulações e controvérsias inúteis que não edificavam os irmãos em nada. Timóteo foi o mensageiro, enviado por Paulo, para enfrentar e combater tais ensinos. Há igrejas evangélicas que aceitam esse tipo de ensino e permitem que o emocionalismo tome lugar do verdadeiro avivamento espiritual. [Comentário:  Note-se que Paulo não está proibindo o uso do recurso didático ‘fábulas’ (A fábula é uma narrativa em prosa ou poema épico breve de caráter moralizante, protagonizado por animais, plantas ou até objetos inanimados. Contém geralmente uma parte narrativa e uma breve conclusão moralizadora, onde os animais se tornam exemplos para o ser humano, sugerindo uma verdade ou reflexão de ordem moral.) durante uma exposição das Escrituras ou o ensino delas, mas ele fala de pessoas que estariam se apegando a fábulas como elas fossem um fim ou a verdade em si mesmas. Em outras traduções, ao invés de "fábulas" encontramos "mitos" e "lendas", o que parece fazer mais sentido. Como ele fala de doutrina no versículo 3, acredito que uma leitura mas atual seria: "nem se deem a doutrinas fantasiosas, mitos, lendas ou a genealogias". “OU A GENEALOGIAS INTERMINÁVEIS” - Os Judeus se gastavam em suas intermináveis comprovações genealógicas para demostrarem de que pertenciam as mais importantes linhagens familiares. Usando instrumentos legalistas da antiga aliança é que se ufanavam de pertencerem às tribos das personagens que se destacaram na história de Israel. Já os gnósticos se utilizavam das árvores genealógicas para batizarem seus filhos em nome dos heróis históricos de suas nações. Na atualidade os mórmons são praticantes destes rituais, é tanto que em Salt Lake, nos Estados Unidos, possuem os mais completos registros genealógicos do mundo e que pertencem aos mórmons. Tudo isso o apóstolo refuta como descartáveis comparados ao evangelho de Cristo. “QUE MAIS PRODUZEM QUESTÕES” - Coisas mais importantes do que as fábulas judaicas e as intermináveis genealogias era se voltar para as coisas que pertencem ao evangelho de Cristo. O religioso se ocupa de coisas pequenas que não levam a nada, enquanto que o cristão verdadeiro se aplica as coisas que produzem edificação espiritual. As escrituras falam sobre mandamentos de homens que são regras religiosas dos líderes tentando dominar os outros com suas intermináveis filosofias e ideologias pessoas. O evangelho é simples e qualquer pessoa que tem o Espírito de Deus tem condições de entender sua mensagem principal. A principal função do gnosticismo dentro das igrejas era para deturpar o evangelho de Cristo. “DO QUE EDIFICAÇÃO DE DEUS” - O evangelho genuíno, esse sim produz na vida da igreja a benéfica edificação espiritual. A tentativa de implantar no cristianismo os elementos confusos da antiga aliança de Deus com Israel, só trazia confusão e divisão dentro da comunidade cristã. Assim como a bagagem mitológica do gnosticismo, nada de bom acrescentava no bem estar da igreja. Pelo contrário, estes chamados mistérios ocultos produzidos por mentes diabólicas, mas trazem confusão e destruição do que edificação da de Deus. Nem tudo que há nas igrejas vem da parte de Deus. “QUE CONSISTE NA FÉ, ASSIM O FAÇO AGORA” - O evangelho de Cristo tem um fator primordial no crescimento de nossa fé, e na esperança que temos segundo nos promete a nova aliança de Deus com a humanidade. Tendo feito muitas atividades missionárias, agora, Paulo se ocupava na edificação das igrejas por ele fundadas. Transmitindo os ensinos do reino de Deus e provando que Cristo era o Messias prometido.]

3. O “fim do mandamento” e a finalidade da Lei. Paulo chamou a atenção de Timóteo, seu enviado a Éfeso, para a doutrina de Deus e de Cristo, a que ele resumiu no “mandamento”, e sua finalidade (1Tm 1.5,6). Em seguida, Paulo ensina acerca do objetivo da Lei, e para quem ela se destinava, discriminando, no texto, uma longa lista de tipos de pessoas ímpias que eram alvo dos preceitos legais (1Tm 1.9-11). [Comentário:  “SABENDO ISTO, QUE A LEI NÃO FOI FEITA PARA O JUSTO” - Os justos no tempo da nova dispensação da graça, diz respeito daqueles que foram comprados pelo sacrifício vicário do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Justo, não porque é bom ou perfeito, mas porque é justificado por Cristo perante a justiça divina. Então, a lei, seja ela a de Moises ou dos homens, não foi feita para os remidos por Cristo, porque aquele que vive piamente para o reino de Deus, não vive transgredindo nem as leis religiosas nem as leis governamentais. Quem é verdadeiramente convertido faz sempre o que for possível para viver corretamente. Para quem foi feita a lei? “MAS PARA OS INJUSTOS E OBSTINADOS” - Conforme as escrituras, os injustos são todos aqueles que vivem no paganismo, sem Deus na vida, vivendo sem limites nem regras. Biblicamente falando, os injustos são aqueles que vivem como se Deus não existisse para eles, são os ateus confessos ou práticos. São os incrédulos que vivem para o mundo conforme suas próprias vontades, pensando que não haverão de prestar contas perante o Criador. Já os obstinados, sobre os quais o escritor se refere, diz respeito aos que se mantem conscientemente no sentimento de rebelião contra Deus. São os alienados das coisas do reino de Deus e das coisas que são de cima. “PARA OS ÍMPIOS E PECADORES” - Conforme os mandamentos e estatutos de Deus, os ímpios são todos aqueles que são dominados pelo mau e pelos prazeres nas coisas erradas da vida. Os ímpios são todos aqueles que vivem continuamente em busca de oportunidades para prejudicar ao seu próximo. São os que tem prazer em fazer o mal aos outros só para tirar proveito de todas as situações. Os pecadores que Paulo cita neste texto, são aqueles que não têm sentimento de erro em suas ações maléficas. Estes nunca se arrependem dos seus atos malignos praticados contra o seu semelhante. Estes são chamados de pecadores obstinados, porque erram por prazer. “PARA OS PROFANOS E IRRELIGIOSOS” - Estes profanos dos quais fala o apóstolo são aquelas pessoas que vivem longe de Deus, voltados completamente para as coisas do mundo, para a devassidão dos vícios e os prazeres da carne. Os irreligiosos são aqueles que desprezam as sagradas escrituras, e nunca se volta para o verdadeiro cristianismo. Ignoram os mandamentos de Deus e não se preocupam em como agradar ao criador. A religião não salva, mas tem ajudado as pessoas a serem melhores. “PARA OS PARRICIDAS E MATRICIDAS, PARA OS HOMICIDAS” - A lei é feita na tentativa de coibir os erros dos injustos e obstinados, dos ímpios e dos prevaricados, dos profanos e dos que não dão importância às coisas de Deus, dos que tiram a vida dos seus próprios progenitores e tem prazer em derramar o sangue do seu próximo, tirando-lhe a vida. Se não fossem as leis, este mundo seria um verdadeiro caos. “PARA OS DEVASSOS” - O escritor continua enumerando a lista dos transgressores para quem foi feita a lei. Estes devassos aos quais Paulo fala diz respeito aos impuros no tocante aos pecados sexuais. São aqueles que valorizam mais os prazeres sexuais desregrados do que os mandamentos de Deus que falam sobre como viver o sexo de forma pura e correta. Certamente o escritor estava denunciando a prostituição, que é o sexo fora do casamento. O adultério que é o sexo entre duas pessoas casadas, mas não entre o marido e mulher, legalmente casados. A prevaricação que é o sexo entre uma pessoa casada e outra solteira. E a fornicação que é o sexo entre duas pessoas solteiras, sem serem casadas, conforme manda a lei do matrimônio. “PARA OS SODOMITAS” - Conforme as sagradas escrituras, este tipo de pecado sexual, diz respeito ao homossexualismo. De acordo com a bíblia esta palavra trata do ato sexual entre dois homens ou duas mulheres, coisa que é reprovada pelas sagradas escrituras e por consequente por Deus, porque as sagradas escrituras expressão a vontade de Deus. Em (Romanos 1:26-27) o apóstolo ataca de forma radical o homossexualismo masculino, como também o feminino. Esta expressão aparece nesta lista de vícios para indicar um desvio sexual irracional e maligno referindo se a um uso extremamente depravado do impulso sexual. Sodomita, também se refere ao que ocorreu com a cidade de Sodoma que foi destruída por causa do homossexualismo. “PARA OS ROUBADORES DE HOMENS” - Em uma interpretação mais simplista, poderia dizer: Para os que roubam os homens. Tanto na época em que foi escrito este conteúdo da epístola pastoral de Paulo a Timóteo, Como nos tempos mais remotos da história da humanidade, era comum a prática da venda de escravos. Felizmente este mal foi extirpado das civilizações modernas. Mas, o escritor se refere aos que capturavam seres humanos para serem vendidos como se fosse uma mercadoria qualquer. Nos tempos das guerras antigas, nações inteiras eram deportadas para os países saqueadores, e os deportados eram transformados em escravos.
“PARA OS MENTIROSOS” - A lei foi escrita para combater os mentirosos. A mentira é vista pelas sagradas escrituras como algo maligno e associada ao Diabo, que é o pai da mentira (João 8:44). A pessoa que é dominada por essa falha grave em sua conduta se torna alguém absolutamente desprovido de credibilidade. A pessoa mentirosa, até mesmo quando fala uma verdade, os outros custam a acreditar em suas palavras. Já se diz que a mentira é amiga gemia da falsidade. A mentira também tem tudo a ver com o falso testemunho, isso quando se inventa algo que não aconteceu só para prejudicar a alguém. Mas, como se diz um ditado popular: A mentira tem pernas curtas, ela só prevalece ate quando a verdade não aparece. Só se vence a mentira com a verdade. “PARA OS PERJUROS, E PARA OS QUE FOREM CONTRÁRIOS À SÃ DOUTRINA” - A lei foi feita contra os perjuros, ou seja, para aqueles que fazem juramentos falsos para prejudicarem suas vítimas. E para os que são contrários a sã doutrina. O escritor não se refere a um código de ética cristã, mas as boas novas do evangelho de Cristo Jesus.]
  
SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Paulo alerta a respeito das falsas doutrinas, pois elas acabam corrompendo o evangelho da graça.
  
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Sete anos antes de Paulo escrever esta epístola, advertira os presbíteros de Éfeso de que os falsos mestres procurariam distorcer a verdadeira mensagem de Cristo. Agora que isso já estava acontecendo, Paulo exorta Timóteo a confrontá-los com coragem. Este jovem pastor não devia transigir com esses falsos ensinos que corrompiam tanto a lei quanto o evangelho. Ele deveria travar contra eles o bom combate mediante a proclamação da fé original, conforme o ensino de Cristo e dos apóstolos (2Tm 1.13,14). A expressão ‘outra doutrina’ vem do grego heteros e significa ‘estranha’, ‘falsificada’, ‘diferente’” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1864).

II. A GRAÇA SUPERABUNDOU COM A FÉ E O AMOR

1. Gratidão a Deus. Uma das características marcantes do caráter de Paulo é o ser grato a Deus (Rm 7.25; 1Co 1.4; 14.18; 2Tm 1.3). Nesta parte da Epístola, ele expressa sua gratidão a Cristo por tê-lo escolhido e posto no ministério apostólico e pastoral, apesar de ter sido um terrível opositor do Evangelho de Jesus (1Tm 1.12,13). É mais uma demonstração do que o “evangelho da graça de Deus” pode fazer na vida de um homem. Deus tem seus santos caminhos. O evangelho é a expressão do amor de Deus, em Cristo Jesus, que alcança um homem no mais baixo nível de pecado e o faz uma “nova criatura” (2Co 5.17), e mais, ainda, o faz parte da “família de Deus” (Ef 2.19). Paulo reconhece que “[...] a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo” (1 Tm 1.14). Foi Jesus quem o salvou e o transformou mediante sua graça. [Comentário:  Graça – eucharisteuo; Strong 2168: De eu, “bem”, e charizomai, “dar livremente”. Ser grato, expressar gratidão, estar agradecido. Onze das trinta e nove ocorrencias da palavra no Novo Testamento referem-se à participação na Cia do Senhor, enquanto que vinte e oito ocorrências descrevem as palavras de louvor ditas ao Ente Supremo. Durante o século II, “Eucaristia” tornou-se o termo genérico para a Ceia do Senhor. Não há pensamento mais maravilhoso e mais rico em conforto do que este de sabermos que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo superabundou, pela fé, em nossas vidas. Deus não apenas a fez abundar (a graça), mas a fez superabundar em nós. Paulo estava considerando o seu passado de blasfemo, perseguidor, opressor, mas a quem Deus expressou a Sua misericórdia, fazendo habitar nele a Sua superabundante graça. A sua religião judaica tinha sido insuficiente, mas a sua fé em Jesus levou-o ao perdão e à maravilhosa graça de Deus.]

2. Humildade. Paulo não era mais um novo convertido ou neófito quando escreveu suas cartas a Timóteo. Ele não estava usando de falsa modéstia quando declarou ser o principal pecador que Jesus veio salvar (1Tm 1.15). Paulo tinha convicção de que fora salvo pela graça, e não por seus méritos. Mesmo na condição de salvo, o crente deve saber que não merecíamos o dom (presente) da salvação.
Como salvos em Jesus Cristo, não temos mais prazer no pecado. Aquele que ainda tem prazer no pecado, não experimentou o novo nascimento: “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo 3.9). [Comentário:  Cristo veio salvar os “pecadores”. E estes pecadores que são beneficiados com a salvação do Cristo de Deus são justamente os que reconhecem que são fracos e falhos e que precisam do perdão de Cristo. São os que se arrependem dos seus pedados e se convertem dos seus maus caminhos para se tornarem em uma nova criatura. Paulo se achava o pior deles. Paulo não se caracterizou assim antes de sua conversão. Pelo contrário, na medida em que crescia em Cristo, Paulo tornou-se mais e mais consciente de sua própria pecaminosidade. Ele não esqueceu o havia sido; não se gloriava em si mesmo, mas sim, no Deus que o redimira e que o mudara! O texto de 1 João 3.9, se não entendido corretamente, entrará em choque com o que ele escreve em 1.8: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”, e 1.10: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso (DEUS), e a sua palavra não está em nós”. É fato bíblico que o crente peca (Pv 20.9; 24.16; Ec 7.20), pois, ele é enfraquecido pela carne (Jo 3.6, “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”). Tanto a realidade da presença do pecado na vida do crente quanto à nova natureza são vistas claramente na doutrina da santificação que envolve a correção de Deus (Hb 12.5-13). O texto de 1º João 3.9 afirma claramente que uma pessoa nascida de Deus não pode pecar. Isto não quer dizer, como alguns ensinam, que tal pessoa não peca. O versículo afirma que aquela parte nascida de Deus, do crente em Jesus Cristo, não pode pecar. É óbvio que se uma pessoa é incapaz de pecar, ela não pode perder a salvação. Há quem ensine que uma pessoa pode se tornar santificada - a tão chamada segunda bênção - o batismo no Espírito Santo - quando a pessoa é capaz de viver sem pecar. Mas, estes também ensinam que uma pessoa que é capaz de não pecar, também pode pecar e se perder. Mas, nosso texto diz enfaticamente que uma pessoa nascida de novo – nascida de Deus – não pode pecar, isto é, não é capaz de pecar.]

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Paulo reconhece que a graça de Jesus superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Não obtemos por boas obras (a essência da religião legalista) o direito à libertação do pecado e da morte. Jamais! Graça significa que tudo começa e termina com Deus. A salvação é, então, um presente de nosso Criador. Nós criamos a nossa própria ruína, mas nele reside nosso socorro. O Criador restaura com as próprias mãos sua obra-prima arruinada. Enquanto a graça é a origem ou fonte da nossa salvação, a fé é o seu meio ou instrumento. A fé não faz reivindicações, para que não seja dito que foi por ‘mérito’ ou ‘obra’” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. RJ: CPAD, 2006, p.136).

III. UM CONVITE A COMBATER O BOM COMBATE (vv.18-20)

1. A boa milícia. Depois de orientar Timóteo sobre a difícil missão de combater as heresias, na igreja de Éfeso, Paulo dá uma palavra de ânimo, encorajamento e incentivo ao jovem pastor. Como um verdadeiro “pai na fé”, o apóstolo diz: “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia” (1Tm 1.18). Paulo lembra a Timóteo que seu ministério foi confirmado por profecia. Deduz-se, do texto, que as profecias eram tão consistentes, que Timóteo deveria militar “a boa milícia”, ou o bom combate, com base naquilo que Deus lhe havia falado (1Tm 1.18). [Comentário:  Paulo passa a fazer suas recomendações a seu filho na fé Timóteo de como ele devia proceder para combater os legalistas e os falsos mestres do gnosticismo filosófico grego infiltrados no meio da igreja. O fato de o apóstolo falar em termos de mandamento, nos dá a entender que era mesmo uma ordem ou um decreto apostólico de sua parte para que o líder da igreja de Cristo em Éfeso fosse revestido de autoridade em defender a genuína fé crista, em detrimento aos falsos ensinos dos gnósticos. A maioria dos comentaristas bíblicos concordam de que o ministério de Timóteo foi sendo a cada dia confirmado por meio de profecias a seu respeito e do que ele se tornaria no reino de Deus e de Cristo. Neste tempo em que Paulo lhe envia esta epístola pastoral ele já era a uma das principais lideranças da igreja de Cristo em Éfeso, mas isso não foi por um acaso, nem do dia para a noite. Sendo ele Filho na fé do grande apóstolo Paulo, isso não era suficiente para ocupar posições de destaques o quanto ele vinha galgando. Fazia-se necessário a confirmação de Deus para tanto, por meio de profecias. Diante das constantes oposições que se levantavam contra ele naquela igreja, Timóteo precisava desta palavra de apoio da parte de Paulo. O apóstolo usa uma metáfora militar para indicar a tonalidade da tarefa a que o seu filho na fé devia executar. Neste caso, ele Paulo seria um comandante, enquanto que Timóteo seria um soldado, que cumpriria suas ordens. E a ordem dada era que o soldado, combatesse diligentemente contra as heresias que estavam na igreja.]

2. A rejeição da fé e suas consequências (1Tm 1.5). Quem rejeita “a fé não fingida” e a “boa consciência” cristã colhe os resultados de sua má escolha. O resultado é o “naufrágio na fé”. Paulo toma como exemplo Himeneu e Alexandre, obreiros que entraram por esse caminho. Quanto a Himeneu, sua postura é tão terrível que ele é citado em 2 Timóteo 2.17. Seu nome deriva deHimen, “deus do casamento”, na mitologia grega. Não se sabe ao certo qual “doutrina” falsa ele semeava. Estudiosos dizem que ambos eram representantes do gnosticismo no meio da igreja de Éfeso. Com relação a Alexandre, aliado de Himeneu na semeadura das falsas doutrinas, era tão pernicioso, que Paulo o considera desviado ou “naufragado” na fé. Sua influência era tão maliciosa que Paulo os entregou “a Satanás, para que aprendam a não blasfemar” (1Tm 1.20). Que o Senhor livre sua Igreja dos falsos mestres. [Comentário:  “E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar” (1Tm 1.20). A maioria dos teólogos entende que o texto aponta para uma espécie de disciplina ou exclusão da comunhão com a Igreja, O Corpo de Cristo. Como entender o fato de Paulo mandar entregar dois obreiros da Igreja a Satanás?  na igreja de Éfeso. Por conta disso, o apóstolo Paulo lhe escreveu uma carta encorajando-o a manter a ordem entre os irmãos. Os falsos mestres estavam deturpando os ensinos originais nos quais a igreja tinha sido instruída e, entre os tais, Paulo cita dois nomes: Himeneu e Alexandre. Quando recebeu o ministério eclesiástico pela imposição das mãos do presbitério, o jovem Timóteo recebeu juntamente a responsabilidade de combater as heresias que possivelmente surgiriam no seio da igreja (1Tm 1.18; 4.14; 6.12). Não há menção específica a respeito das heresias com as quais aqueles dois falsos obreiros se envolveram. Entretanto, parece que a carta de Paulo a Timóteo visava tratar problemas de crenças religiosas e idéias filosóficas. O contexto sugere que esses obreiros estavam envolvidos com questões pertinentes ao gnosticismo, sendo que Himeneu é citado por Paulo em 2Timóteo 2.17,18 como que ensinando que a ressurreição já tinha acontecido, alegorizando-a e minando a esperança futura dos irmãos. A sentença para esses obreiros seria que fossem “entregues a Satanás”, o que a maioria dos teólogos entende como uma espécie de disciplina ou exclusão da comunhão com a Igreja, o Corpo de Cristo. Este procedimento visava tanto a correção como a punição. Quanto a este fato, a Bíblia de estudo de Genebra afirma o seguinte: “Portanto, foram devolvidos ao mundo – domínio de Satanás (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; Ef 2.2)”. No mesmo sentido, a Bíblia de estudo Pentecostal considera: “Ser desligado da Igreja; por outro lado, deixa a vida da pessoa aberta aos ataques destrutivos e satânicos (Jó 2.6,7; 1Co 5.5; Ap 2.22)”. Aprofunde-se mais em http://www.icp.com.br/72responde.asp]

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Paulo convida Timóteo a combater o bom combate, mesmo diante das dificuldades.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Conforme Timóteo 1.18, houve profecias concernentes à vontade de Deus para o ministério de Timóteo na igreja (1Co 14.29). Paulo exorta a Timóteo a permanecer fiel àquela vontade revelada para sua vida. Como pastor e dirigente da igreja, Timóteo devia permanecer leal à verdadeira fé apostólica e combater as falsas doutrinas que estavam penetrando insidiosamente na igreja.
Paulo adverte Timóteo várias vezes a respeito da terrível possibilidade da apostasia e abandono da fé” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1865).

CONCLUSÃO

O cristianismo nasceu debaixo de perseguição e confronto com heresias e ensinos desvirtuados. Na consolidação de igrejas abertas em suas viagens missionárias, Paulo teve que oferecer resistência e ação decidida contra os “lobos vorazes”, que haveriam de surgir, até mesmo no seio das igrejas, como no caso da igreja de Éfeso. Com a graça de Deus e o apoio de homens fiéis, como Timóteo e Tito, o apóstolo Paulo fez frente aos falsos mestres que se levantaram para prejudicar o trabalho iniciado e desenvolvido em muitas igrejas cristãs.[Comentário:  Paulo cuidou zelozamente das igrejas que fundou, isso fica claro nos textos de sua autoria. Não obstante esse cuidado do apóstolo, vemos já em apocalipse, Jesus glorifiacado fazendo uma análise sincera das igrejas, “tenho porém contra ti ... abandonaste o teu primeiro amor”. Esta igreja tinha mais de quarenta anos quando Jesus ditou esta carta. Outra geração havia surgido. Os filhos não experimentavam aquele entusiasmo intenso, aquela espontaneidade e o ardor que havia revelado os pais quando tiveram o primeiro contato com o evangelho. Não apenas isso, mas faltava à geração seguinte a devoção a Cristo. A igreja de Éfeso tornou-se farisaica, pois ela deixou de herança o zelo pela Palavra, mas como se fosse uma lei, mas não deixou de herança o amor que é o vínculo da perfeição. A igreja havia abandonado o seu primeiro amor. O problema da igreja de Éfeso é, com certeza, o problema da maioria das igrejas de hoje: fazer as coisas sem solidariedade amorosa. Não são poucas as amarras que dificultam o viver em liberdade. Absorvidos por uma sociedade consumista e midiática, somos pesonagens interpretando um roteiro mal escrito e mal dirigido. Quando abandonamos o primeiro amor, significa que abrimos mão de algo e elegemos outras coisas em seu lugar. Quando fazemos as coisas por fazer, por causa da instituição ou da denominação, pela sedução do crescimento numérico da igreja, pela fama e pelo status que se obterão na cidade ou coisas do tipo, essas são provas evidentes de que nossas motivações são impuras e estão prostituídas. Pense e ajude seus alunos a pensar maduramente a fé cristã!]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Julho de 2015

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:
Segundo a lição, o que é o evangelho da graça?
É o evangelho libertador de Cristo.
Como eram apresentadas as falsas doutrinas?
Eram apresentadas como fábulas ou genealogias.
De acordo com a lição, cite uma característica marcante do caráter de Paulo?
Sua gratidão a Cristo.
O ministério de Timóteo havia sido confirmado mediante o quê?
Havia sido confirmado por profecia.
Segundo a lição, qual o resultado da rejeição à fé?
O resultado é o naufrágio na fé.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O Evangelho da Graça

Professor, iniciando a aula, leia o seguinte versículo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Faça uma reflexão com os alunos mostrando que se hoje estamos firmes com Cristo é porque um dia nós fomos alcançados pela maravilhosa Graça de Deus. Além de nos salvar pelo ato da sua graça, Deus nos preparou as boas obras para que andássemos por elas. Explique que as boas obras não salvam, mas dá um poderoso testemunho diante da sociedade sobre o quanto fomos alcançados pela graça divina.
A doutrina da Graça de Deus é uma das verdades mais gloriosas das Sagradas Escrituras. A convicção de que não há nada na pessoa humana capaz de preencher o vazio da alma, isto é, o restabelecimento da nossa ligação com Deus e o significado do sentido último da vida, e saber que só Deus é capaz de fazer esse milagre em nós, mostra-nos o quão miserável nós somos e quão misericordioso Deus é.
A doutrina da Graça apresenta-nos o misericordioso Deus, que em Jesus Cristo estava reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19), operando em nós para o reconhecermos Pai amoroso. Por isso, apresentar a doutrina da Graça ao pecador é conceder-lhe libertação da prisão do pecado, a autonomia da fé em Cristo e o privilégio em sabermos que não há nada que pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.33-39).
Caro professor, quando falamos da Graça de Deus, inevitavelmente, chegaremos ao tema da eleição divina. Como a graça de Deus nos alcançou? A graça de Deus é arbitrária sem levar em conta a responsabilidade humana? Qualquer estudo sobre a eleição divina tem de partir obrigatoriamente da Pessoa de Jesus. Em Jesus não achamos qualquer particularidade divina em eleger alguns e deixar outros de fora, resultado de uma escolha divina arbitrária e individualizada antes da fundação do mundo. A escolha de Deus se deu em Jesus (Ef 1.4; Rm 8.29). Nele, a salvação é oferecida a todos (2Pe 3.9; cf. Mt 11.28), e, pela sua presciência, o nosso Senhor sabe quem há de ser salvo ou não. A eleição de Deus leva em conta a volição humana, pois é um dom dEle mesmo à humanidade. Assim, quando levamos em conta a volição humana não esvaziamos a soberania de Deus e da sua Graça. Pelo contrário, afirmamos a sua soberania, pois Deus escolheu fazer um homem autônomo. Afirmamos também que a graça de Deus opera, restaurando a capacidade do homem de se arrepender e crer no Evangelho (1Tm 4.1,2; Mt 12.31,32).