terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Tribunal de Cristo

Lições Bíblicas CPAD – Adultos
1º Trimestre de 2016
Título: O final de todas as coisas — Esperança e glória para os salvos
Comentarista: Elinaldo Renovato
Lição 6: O Tribunal de Cristo e os galardões

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TEXTO ÁUREO

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2Co 5.10).

10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

10 Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.
10 Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más.

10 Pois todos devemos comparecer diante do tribunal de Cristo; e aí cada um receberá segundo o que tiver feito de bem ou mal enquanto viveu neste corpo humano.

10 Pois é necessário que todos sejamos descobertos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, conforme o que praticou, o bem ou o mal.

10 Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.

10 Porque es menester que todos nosotros parezcamos ante el tribunal de Cristo, para que cada uno reciba según lo que hubiere hecho por medio del cuerpo, ora sea bueno ó malo.

10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que ele pode ter feito em seu corpo, seja bom ou ruim.


VERDADE PRÁTICA

Todos os crentes deverão comparecer diante do Tribunal de Cristo para que cada um receba a sua recompensa.


O tribunal de Cristo será um trono de concessão de prêmios aos vencedores deste mundo tenebroso.

LEITURA DIÁRIA

Is 40.10 – O galardão está com Jesus

Mt 5.16 – A nossa luz deve resplandecer diante dos homens
Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.

Mt 10.41,42 – O justo receberá o seu galardão

Mt 12.37 – Seremos justificados ou condenados mediante as nossas palavras
Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados".

Mt 25.10 – As bodas do Cordeiro

Rm 8.1 – Não há condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo
Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesushttp://www.irmaos.com/bibliaonline/icones/nota.png

1Co 3.10-15 – As obras de cada crente serão manifestas

1Co 9.24-27 – A carreira cristã e a recompensa final


Ef 2.10 – O crente foi gerado em Jesus Cristo para realizar as boas obras
Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.

Ef 2.20,21 – O fundamento de nossa recompensa é Cristo

2Tm 4.8 - O justo Juiz dará a coroa da justiça a todos que amarem a sua vinda
Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.

2 Jo vv.8,9 – O fundamento de nossa recompensa é Cristo

Ap 19.9 – As bodas do Cordeiro

Ap 22.12 – Em breve Jesus virá e dará galardão a todos aqueles que foram fiéis O galardão está com Jesus
 Ap 22:12
[ler o capítulo]
"Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.












LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 3.11-15.

11 — Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
12 — E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13 — a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 — Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
15 — Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

11
Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo.
12
Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha,
13
sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um.
14
Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa.
15
Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.

11
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
12
E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13
a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14
Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15
Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.

11
Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
12
E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13
A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
15
Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

2 Coríntios 5.1-10; Apocalipse 19.9; Mateus 25.10.

2 Coríntios 5
1 — Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2 — E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;
3 — se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.
4 — Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
5 — Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito.
6 — Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor
7 — (Porque andamos por fé e não por vista.).
8 — Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor.
9 — Pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes.
10 — Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.

Apocalipse 19
9 — E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.

Mateus 25
10 — E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.



HINOS SUGERIDOS

157, 286 e 547 da Harpa Cristã.


OBJETIVO GERAL

Mostrar que todos os crentes vão comparecer diante do Tribunal de Cristo para serem recompensados por suas obras.




OBJETIVOS ESPECÍFICOS

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Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

·   I. Saber que todos os salvos vão estar perante o Tribunal de Cristo para serem galardoados;
·   II. Explicar como Cristo vai julgar as nossas obras;
·   III. Compreender que chegará o dia em que teremos de prestar contas a Jesus das nossas ações.
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Definir o sentido da palavra tribunal na Bíblia.
·   Descrever o tribunal de Cristo.
·   Enumerar os tipos de recompensas dos justos.

PONTO DE CONTATO

Cabe ao professor despertar o interesse do aluno para a lição, levando-o ao aprendizado. Não é bom transmitir a lição para uma classe desinteressada e alheia ao estudo. Diante de um assunto tão importante como a escatologia, o professor poderá produzir grande transformação na vida de seus alunos se orar, jejuar, estudar a Bíblia e a lição, preparando-se com técnicas e recursos didáticos, para tornar a aula animada, participativa e com a atenção de todos.

 SÍNTESE TEXTUAL
Para dirimir as dúvidas existentes com relação ao tribunal de Cristo, analisaremos a palavra tribunal no texto original, objetivando mostrar a diferença entre um tribunal de julgamento e um de avaliação das obras. Como, quando, onde e quem comporá o tribunal de Cristo, são outros tópicos estudados nesta lição.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Servir a Deus é um grande privilégio e muitos têm dedicado toda a sua vida ao serviço do Mestre. Na seara do Senhor, enfrentamos lutas, decepções, frustrações, toda a sorte de intempéries, mas vai valer à pena. No grande Dia do Senhor, seremos recompensados com os lauréis e os galardões. A Palavra de Deus nos mostra que as obras de muitos crentes perecerão quando forem provadas pelo fogo do Senhor. Deus conhece a intenção dos corações. Podemos enganar aos homens, mas não ao Eterno. Muitos fazem a obra de Deus buscando a glória para si, logo, já tiveram a sua recompensa.
Que possamos realizar a obra de Deus com alegria, amor, fazendo tudo de coração, para a glória do Pai e não para ser visto pelos homens.



ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Trabalhe a lição conduzindo o aluno à auto-análise, levando em consideração 2Co 5.10. Para isto, pergunte à classe quais obras, no campo material, moral e espiritual, realizadas com o nosso corpo serão avaliadas por Jesus. Evite generalizações. Peça que sejam específicos e práticos. Exemplo no campo material: atender às pessoas carentes de alimentos. Após citarem algumas obras, questione como serão avaliadas. Como estas poderiam ser aceitas por Deus, e por que seriam rejeitadas? Usando o exemplo do campo material, pergunte: Serão aceitas por Deus se realizadas por compaixão? Serão rejeitadas, se feitas com objetivo escuso e egoísta? Mostre a importância da sinceridade na realização das obras. Use como base o versículo supracitado e o item da lição: “O juízo que determinará a qualidade das obras feitas”.



















COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos acerca do Tribunal de Cristo e dos galardões. Todos os crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou não, pelo que fizeram em sua vida. Neste Tribunal, todos os fiéis em Cristo serão galardoados com justiça.

E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.
E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Apocalipse 20:11-15


PONTO CENTRAL

Nossas obras serão provadas pelo Senhor e se passarem pelo seu crivo, seremos recompensados.



introdução

Na seqüência dos eventos escatológicos, dois deles subseqüentes ao arrebatamento da Igreja acontecerão no céu: o tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro. Os eventos na Terra depois do arrebatamento da Igreja acontecem durante a Grande Tribulação. Nesta lição, trataremos especialmente sobre o tribunal de Cristo, período de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presença de Cristo.






















I. O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES

1. O julgamento. Todos os crentes, já transformados e com um corpo incorruptível, vão comparecer perante o Tribunal de Cristo
(cf. 2Co 5.10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.;
1Co 1.8 O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.).
Não se trata de julgamento de pecados, pois os que serão julgados já são salvos. Os ímpios é que passarão pelo julgamento de suas obras e pecados, no juízo do Trono Branco, após o Milênio (cf. Ap 20.11-15). Os salvos em Cristo Jesus, desde que permaneçam fiéis, em santidade, não mais passarão por qualquer tipo de condenação: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1).
Estar “em Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer salvo. Neste tribunal serão julgadas as obras dos salvos que foram praticadas na Terra, a fim de que recebam, ou não, o galardão
(Ap 22.12 E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.).

2. Quando se dará? Segundo Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar. O Salvador voltará e trará o seu galardão consigo (Ap 22.12 E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.). Naquele grande dia, todos os crentes que permaneceram fiéis ao Senhor, servindo a Ele com integridade, receberão a sua recompensa. Paulo foi um servo que sofreu muitas tribulações (naufrágio, cadeias, fome, nudez) em favor do Reino de Deus, porém ele esperava o dia em que receberia a sua coroa (recompensa). Ele afirmou que “naquele dia” receberia “a coroa da justiça” que lhe havia sido reservada
(cf. 2Tm 4.8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.).
Não desanime diante das dificuldades enfrentadas neste mundo, pois em breve Jesus virá e recompensará todo o seu trabalho. Esta é a melhor recompensa que um servo ou uma serva de Deus pode receber.

3. Quem será o juiz? Não temos dúvida e podemos afirmar, segundo a Palavra de Deus, que o juiz será nosso Senhor Jesus Cristo
(2Tm 4.8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.).
O Pai entregou a Jesus todo o juízo
(cf. Jo 5.22 E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo;).
Somente Deus e o seu Filho, no Universo, têm o direito legítimo de julgar os homens. Queira ou não, ninguém escapará da justiça do Todo-Poderoso
(Is 43.13 Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?).


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Todos os crentes passarão pelo tribunal de Cristo.



O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO

O apóstolo Paulo descreve em 1Co 3.9-15, o cristão como um construtor que usa vários tipos de materiais numa construção. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materiais que usará para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1Co 3.10). A construção do cristão precisa ser feita sobre um fundamento eficaz e correto, e com materiais de qualidade que dêem sustentação à sua vida espiritual.
Duas palavras distintas na língua original do Novo Testamento esclarecem bem o sentido da palavra tribunal: 
criterion, conforme está em Tg 2.6 e 1Co 6.2,4;
bimá, encontrada em 2Co 5.10, (também em Ne 8.4).
O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz um juízo”, o tribunal de um juiz ou de juízes.
O termo bimá comumente significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas.
Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.


ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO

1. O tempo. É lógico que o tribunal não pode acontecer logo após a morte de qualquer cristão. Ele se dará por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja.

2. O lugar. Não há texto específico que declare o local, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada até as nuvens, nos céus, a instalação do tribunal de Cristo, inevitavelmente, terá de ser no céu, nas regiões celestiais.

3. Os julgados. Quem será julgado no tribunal? Quais são os sujeitos desse tribunal? Indubitavelmente, as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos por Cristo. O texto de 2Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilégio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu. Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório.

4. O juiz. O apóstolo Paulo declara que o exame das obras dos crentes será realizado perante o Filho de Deus (2Co 5.10). O próprio Jesus falou que todo o juízo é colocado nas mãos do Filho de Deus. Faz parte da exaltação de Cristo depois de Sua conquista no Calvário receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.



SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

“As Escrituras ensinam que todos os membros da raça humana são responsáveis perante Deus (Jr 17.10; 32.19). Deus julgará tanto crentes quanto ímpios. O julgamento dos ímpios será diante do Grande Trono Branco — um evento descrito em Apocalipse 20.15, o qual ocorre após o reino milenial de Cristo. Este é o último julgamento antes da eternidade futura. Em 2 Coríntios 5.10, Paulo fala sobre o julgamento de todos os crentes: ‘Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal’.
O fato de todos serem julgados demonstrará a justiça de Deus perante todas as criaturas. A salvação de alguns será a maior demonstração da graça de Deus que o mundo já viu. O julgamento dos ímpios ratificará seu desprezo pela salvação oferecida por Deus em seu Filho, resultando em condenação eterna” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.462).

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 II. AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO

1. A precisão do julgamento. O julgamento será preciso, pois passará pelo crivo do Senhor Jesus Cristo. Muitos fazem a obra de Deus e praticam boas ações apenas para serem vistos pelos homens. Estes buscam satisfazer seus interesses pessoais, buscam seus próprios galardões. Mas a Palavra de Deus diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual é a verdadeira intenção do coração.

2. Ouro, prata e pedras preciosas. Na Bíblia, o ouro simboliza aquilo que procede de Deus, as coisas divinas
(Jó 22.23-25;
Ap 3.18).
Podemos comparar o ouro às obras que os crentes fizeram para a glória de Deus
(1Co 10.31).
Obras praticadas por crentes que têm um espírito quebrantado e contrito. Estas foram “feitas em Deus”
(Jo 3.21),
ou seja, em parceria, comunhão com o Senhor. Quando usamos bem os talentos dados por Deus, realizamos obras “de ouro”
(Mt 25.14,20).
São obras que glorificam não o nosso nome ou ministério, mas a Deus
(Mt 5.16).
Na tipologia bíblica, a prata é símbolo de redenção. No Antigo Testamento, a redenção dos filhos de Israel era paga em prata
(Êx 30.11-16;
Lv 5.15).
No Novo Testamento, simboliza a redenção feita por Cristo
(1Pe 1.18;
1Co 6.20).
As pedras preciosas são símbolos do Espírito Santo, ou da glória de Cristo no crente
(Jo 17.22).
Os crentes que possuem os dons espirituais têm o adorno do Espírito Santo. São obras feitas pelo poder do Espírito Santo
(Fp 3.3;
Tt 3.5).

3. As obras que perecerão. “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”
(1Co 3.15).
Esse texto mostra que haverá crentes cujas obras não subsistirão quando passarem pelo crivo do fogo divino. Observe:

a) Madeira. Na Bíblia, madeira é símbolo das coisas humanas. É uma figura da árvore, que cresce por si mesma. Há crentes que fazem muitas coisas, mas buscando a glória humana. No fogo do julgamento, elas vão desaparecer. Há quem trabalhe muito na igreja, mas não o faz para a glória de Deus
(1Co 10.31).
Madeira não resiste ao fogo.

b) Feno. Feno é capim, erva seca. São obras aparentes, mas sem consistência, sem vida, tais como erva seca
(Is 15.6).
O capim é perecível
(Is 51.12)
e representa as obras dos crentes que trabalham somente buscando a glória e a fama para si. Infelizmente, nos dias atuais, há muitos pregadores e cantores que só realizam a obra de Deus pelo dinheiro ou se o evento tiver destaque na mídia. Estes “já receberam o seu galardão”, aqui mesmo
(cf. Mt 6.2,5,16).

c) Palha. A madeira tem certa consistência, mas a palha é muito fraca. Não resiste a força do fogo. O vento a leva com facilidade
(Sl 1.4;
Jó 21.18;
Os 13.3).
É instável. Não pode se misturar com o trigo
(Jr 23.28);
palha representa obras sem firmeza, ou seja, feita por crentes que são inconstantes. Muitos vivem mudando de igreja, de costume, de crenças, etc. São levados, como a palha, por “todo vento de doutrina”
(Ef 4.14).

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SÍNTESE DO TÓPICO (II)

As obras dos crentes serão julgadas pelo Justo Juiz.

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SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“O propósito do julgamento dos crentes diante do Tribunal de Cristo é determinar se as obras de cada um foram dignas ou não. O julgamento é apenas para os crentes, de modo que, ainda sofram danos, estes serão salvos. Além disso, aqueles que ali forem julgados terão firmado suas vidas na Rocha, que é o próprio Jesus Cristo (1Co 3.11,12). O Senhor avaliará as obras dos crentes ao longo de toda a vida. Uma vez que fomos separados para as boas obras que Deus preparou para os crentes (Ef 2.10), deveríamos esperar que Ele examinasse a fidelidade de nossas ações” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica.1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.463,464).

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III. A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES

Galardões são prêmios. Lauréis a que o crente fez jus, pois desempenhou bem a função para qual foi vocacionado no Reino de Deus.

1. Os pastores darão conta dos seus rebanhos. Ser pastor é um grande privilégio, mas também uma responsabilidade muito grande. Sabemos que a salvação é individual, mas aqueles que servem ao Senhor como pastores, um dia, terão que prestar contas ao Sumo Pastor. O profeta Ezequiel, criticou os líderes (pastores) de Israel por cuidarem de si mesmos, ao invés de cuidarem das ovelhas do Senhor. Leia

Ezequiel 34. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?
Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.
As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse.
Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas;
Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto.
Porque assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei.
Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão.
E tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos países, e as trarei à sua própria terra, e as apascentarei nos montes de Israel, junto aos rios, e em todas as habitações da terra.
Em bons pastos as apascentarei, e nos altos montes de Israel será o seu aprisco; ali se deitarão num bom redil, e pastarão em pastos gordos nos montes de Israel.
Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor DEUS.
A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo.
E quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.
Acaso não vos basta pastar os bons pastos, senão que pisais o resto de vossos pastos aos vossos pés? E não vos basta beber as águas claras, senão que sujais o resto com os vossos pés?
E quanto às minhas ovelhas elas pastarão o que haveis pisado com os vossos pés, e beberão o que haveis sujado com os vossos pés.
Por isso o Senhor DEUS assim lhes diz: Eis que eu, eu mesmo, julgarei entre a ovelha gorda e a ovelha magra.
Porquanto com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os vossos chifres escorneais todas as fracas, até que as espalhais para fora.
Portanto livrarei as minhas ovelhas, para que não sirvam mais de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.
E suscitarei sobre elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor.
E eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.
E farei com elas uma aliança de paz, e acabarei com as feras da terra, e habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques.
E delas e dos lugares ao redor do meu outeiro, farei uma bênção; e farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênção serão.
E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as ataduras do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas.
E não servirão mais de rapina aos gentios, as feras da terra nunca mais as devorarão; e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante.
E lhes levantarei uma plantação de renome, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio dos gentios.
Saberão, porém, que eu, o SENHOR seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o Senhor DEUS.
Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois; porém eu sou o vosso Deus, diz o Senhor DEUS.
Ezequiel 34:1-31

O profeta não se calou diante do erro dos líderes do seu povo, mas com coragem e ousadia, apontou o pecado e pronunciou o julgamento divino
(Ez 34.7-10).
O Senhor dará a justa recompensa a cada pastor pelo seu trabalho. Muitos tem se desgastado fisica e emocionalmente em favor das ovelhas do Senhor. São incansáveis na pregação, no ensino da Palavra, visitando e cuidando de cada ovelha com muito carinho e zelo, seguindo o exemplo do Bom Pastor
(Jo 10.10).
Estes receberão o justo galardão pelo trabalho realizado. Por isso, se você recebeu de Deus o ministério pastoral, cuide com zelo de suas ovelhas, exerça seu ministério com dedicação, pois em breve Jesus voltará e lhe dará os lauréis pelo seu trabalho.

2. Crentes darão conta de seus talentos. Todo crente recebeu algum tipo de talento (habilidades, dons) do Senhor. Uns recebem mais e outros menos, pois estes são distribuídos de acordo com a capacidade de cada um, mas todos recebem
(Mt 5.14-30).
O Senhor espera que venhamos desenvolver nossos talentos com dedicação e zelo, utilizando-os para a glória do Pai. Você é responsável, perante o Senhor, por usar bem aquilo que Ele lhe concedeu. Jesus está voltando, por isso, é tão urgente que venhamos empregar nosso tempo e nossos talentos diligentemente em sua obra. Não aja jamais como o servo negligente, que com medo do seu senhor, enterrou seu talento. Utilize suas habilidades em favor do Reino de Deus, pois o Pai vai lhe recompensar por isso.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Os crentes prestarão contas de suas ações e se suas obras passarem pelo crivo do Senhor receberão galardões.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A distribuição de recompensas será feita no julgamento. Tais recompensas nunca serão concedidas para satisfazer o ego do crente, mas trazer louvor e glórias a Cristo, aquEle que capacita o fiel a servir (Fp 1.11). Aos que servem com fidelidade são prometidas as recompensas. As boas obras, os frutos de justiça, glorificam aquEle que graciosamente imputou sua justiça aos crentes (Jo 3.21)” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.463,64).

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COMO PROCEDERÁ O TRIBUNAL DE CRISTO

1. A forma do exame. E claro que não se trata de examinar quem será salvo ou não. A salvação do crente implica no ato especial da misericórdia divina mediante a aceitação da obra expiatória de Cristo e a sua manutenção enquanto ele estiver neste mundo. Todo crente está livre do Juízo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Então, o julgamento não tratará da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.

2. Os materiais da obra de cada crente (1Co 3.12). O apóstolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que, figurativamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa vida cristã. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de Cristo. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo.

3. A obra de cada um será provada (1Co 3.13-15). O tribunal de Cristo avaliará os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida cristã. As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com eles não subsistirá.

4. O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2Co 5.10). As obras praticadas pelo crente serão submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega aparece comokakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porém, a palavra poneros, além de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a prática de coisas sem utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.


















EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO

No texto de 1Co 3.14,15 está declarado que haverá dois resultados finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: o recebimento e a perda da recompensa.

1. Perda da recompensa. Esse fogo nada tem a ver com o fogo do Geena. O fogo do tribunal de Cristo é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne não suportarão o calor do fogo de Deus, por mais bonitas que sejam, serão desaprovadas.

2. Obtenção da recompensa. As obras praticadas com materiais indestrutíveis na prova do fogo serão dignas da recompensa final. O Novo Testamento apresenta várias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais. O próprio Senhor Jesus, Juiz desse tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões, recompensas (2Co 9.6). Ele declara a João, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). O apóstolo Paulo declara, também, que todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de Deus (1Co 4.5).

3. Tipos de recompensas. O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1Co 9.24,25).
a) A coroa da vitória (1Co 9.25). A vida cristã se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.
b) A coroa de gozo (1Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades cristãs que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para Cristo, livrando-as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.3).
c) A coroa da justiça (2Tm 4.7,8). É o prêmio dos fiéis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo, esperam a Sua vinda.

d) A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um prêmio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou à simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus — a vida eterna. E o galardão da fidelidade do crente.

e) A coroa de glória (1 Pe 5.2-4). Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fiéis que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material.








CONCLUSÃO

No Tribunal de Cristo, os crentes fiéis verão que valeu a pena suportar as aflições do tempo presente: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”
(Rm 8.18).
Eles receberão seus galardões. Jesus é que fará a criteriosa avaliação das obras dos salvos para dar a cada um conforme o seu trabalho
(Ap 22.12).

CONCLUSÃO

A lição maior que aprendemos acerca do tribunal de Cristo consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristãos no que se refere às ações tanto as de caráter social quanto as espirituais praticadas em benefício do reino de Deus.















PARA REFLETIR

A respeito da Escatologia Bíblica, responda:

Todo o crente vai comparecer ante o tribunal de Cristo?
Todos os crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou não, pelo que fizeram em sua vida.

Qual a condição para ter sido salvo e permanecer salvo?
Estar “em Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer salvo.

Quando se dará o Tribunal de Cristo?
Segundo Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar.

Como as intenções do coração serão provadas?
A Palavra de Deus diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual a verdadeira intenção do coração.

Segundo a lição, que tipos de obra perecerão?
Madeira, feno e palha.

Quais os dois eventos principais no céu depois do arrebatamento da Igreja?
R. O tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro.

O que vão ser provados no tribunal de Cristo?
R. Os materiais da obra de cada crente.


Que significa a palavra bimá no Novo Testamento?
R. Indica o assento de Cristo para dar a recompensa aos vencedores e trabalhadores na obra de Cristo na Terra.

Em que tempo ocorrerá o Tribunal de Cristo?
R. Realizar-se-á por ocasião de um tempo especial e determinado, logo após o arrebatamento da Igreja para o céu.

Quais as cinco recompensas principais naquele dia?
R. A coroa da vitória, coroa de gozo, coroa da justiça, coroa da vida e a coroa de glória.





















SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O Tribunal de Cristo e os galardões

“Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (1Co 3.14). A doutrina do Tribunal de Cristo visa ensinar sobre como a Igreja prestará contas de tudo o quanto fez enquanto esteve presente no mundo. Ali, todas as obras se revelarão, desde as mais complexas às consideradas mais simples. Será um momento de julgamento divino acerca das ações e atitudes dos salvos em Cristo. Entretanto, é importante não confundir o Tribunal de Cristo com o Trono Branco. Este será destinado aos ímpios que serão julgados no final do Milênio, e aquele se destina aos crentes vivos e mortos, que foram ressuscitados pelo Senhor no advento do Arrebatamento da Igreja, a fim de serem julgados e receberem cada um, conforme a verdade de suas ações, o seu galardão.
O julgamento do Tribunal de Cristo se mostra tão sério que o texto base da lição da semana usa a imagem do “fogo” como elemento probatório à “verdade” e “valor” da obra julgada — é importante ressaltar que no Tribunal de Cristo serão julgadas as obras dos crentes. Conquanto a salvação de Cristo é pela graça mediante a fé, o galardão entregue a cada crente será distribuído mediante as obras. Neste aspecto, as obras do crente são essenciais para justificá-los diante do Tribunal de Cristo.
O texto de 1 Coríntios 3 mostra que acerca dos líderes, mas que pode ser aplicado a toda comunidade de crentes, a maneira pela qual eles continuarão a edificar a Igreja de Cristo será julgada neste Tribunal. Aqui, se verificará que tipos de obras tais líderes fizeram: se edificaram o edifício de ouro, se de prata, se de pedras preciosas, se de madeira, feno ou palha. Então, o detalhe de cada obra será manifesto naquela oportunidade. Então, o “fogo” provará a essencialidade de cada obra. Se após a provação do “fogo”, a obra permanecer, o crente receberá o seu galardão; senão, não o receberá. O texto diz que a obra padecerá sofrimento, mas isso não interferirá na salvação do crente. Este será salvo como pelo fogo, ou em linguagem mais contemporânea, “como por um triz” ou “por um fio” (1Co 3.14).
Professor, estimule aos alunos a viverem o mandamento de Jesus: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mc 12.31). Explique-os que toda a boa obra na vida do crente deve se fundamentar no princípio mandatório de nosso Senhor: o amor.



AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

Existem, pelo menos, seis outros julgamentos escatológicos na Bíblia além do tribunal de Cristo: o julgamento dos pecados no Calvário (Jo 12.31,32); o julgamento pessoal do crente quanto à sua participação no corpo de Cristo (1Co 11.31,32); o julgamento de Israel (Ez 20.33-44); o julgamento das nações no período da Grande Tribulação (Mt 25.33-46); o julgamento dos anjos caídos (2 Pe 2.4; Jd vv.6,7); e o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). A maioria desses julgamentos já aconteceu e, alguns outros estão preditos para acontecer no futuro. São julgamentos que envolvem justiça e juízo.
O tribunal de Cristo e o tribunal do Grande Trono Branco são os dois principais tribunais de prestação de contas diante dos quais cada pessoa neste mundo deverá comparecer.
Sendo que o tribunal de Cristo será exclusivamente para os salvos. Jesus falou em Mt 12.36 que “toda palavra ociosa (ou frívola) que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”. O apóstolo Paulo declarou que todos vão colher o que semearam (Gl 6.7), e, numa palavra especial aos cristãos, Paulo escreveu que os que servirem bem ao Senhor receberão a recompensa da sua herança (Cl 3.24,25).

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Subsídio Doutrinário

Quando a Bíblia diz que “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo”, está, de fato, declarando que o ato de comparecer significa ser colocado à luz da justiça de Cristo. A idéia sugerida é a de phanerosis (no grego), que quer dizer “manifestação”. O propósito do tribunal é o de manifestar as obras praticadas pelo cristão e colocá-las à prova do fogo para que se identifique os materiais mediante os quais praticamos nossas obras. O caráter do julgamento é individual. Não se trata de um julgamento em massa, em classes, mas um por um (1Co 3.13).
A doutrina do Purgatório ensina que as pessoas, depois da morte, vão para o Purgatório para purgarem seus pecados e obras nesta vida. Essa purgação aconteceria através do fogo. Entretanto, esta é uma doutrina espúria e falsa. A figura do fogo no tribunal de Cristo nada tem a ver com purgatório, e o seu papel é o de expor as impurezas, e não o de possibilitar a salvação de ninguém. Não há qualquer relação do tribunal de Cristo com o Purgatório.

Subsídio Devocional

Muitos cristãos que vivem uma vida cristã descuidada, além de correrem o risco de perderem a salvação, caso sejam salvos, não receberão recompensa no tribunal de Cristo. A perda de recompensa naquele dia por muitos dos salvos não significa castigo. Uma reflexão constante disso hoje, faz-nos primar pela qualidade do trabalho cristão que fazemos para Deus.
Em 1Co 9.27, Paulo se preocupa e teme em depender da força da carne em vez de depender da força do Espírito, por isso, diz: “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”.
Ao usar a palavra “reprovado” (adokimos), Paulo não está temendo perder a sua salvação, mas está preocupado se o seu trabalho no dia das contas não for aprovado. Neste contexto, a Bíblia diz o seguinte: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia, como pelo fogo” (1Co 3.15).
Paulo tinha a convicção de que a “coroa da justiça” lhe estava garantida, porque se não tivesse feito qualquer outra obra que merecesse um galardão maior, ela lhe seria conferida por sua retidão no ministério outorgado pelo Senhor. Pensar dessa forma não significa que havia no coração do apóstolo qualquer resquício de presunção.




Perante o Tribunal de CRISTO.
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“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2 Cor 5:10)

A Bíblia, Palavra de DEUS, afirma que os salvos em JESUS não sofrerão o juízo divino para a condenação, conforme Rm 8:1 “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Mas haverá um juízo divino futuro para os crentes com relação ao grau de fidelidade a DEUS e a graça que receberam durante sua vida aqui na terra (1 João 4:17).

Todos os crentes irão, um dia, prestar contas ante o Tribunal de CRISTO, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. Todos os crentes serão julgados e não haverá exceção: “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o Tribunal de CRISTO. Porque está escrito: Como Eu vivo, diz o SENHOR, que todo o joelho se dobrará a Mim, E toda a língua confessará a DEUS. De maneira que, cada um de nós dará conta de si mesmo a DEUS.” (Rm 14:10-12) 

A mensagem final do livro de Eclesiastes faz-nos lembrar de uma verdade solene e inalterável: “Porque DEUS há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau (Ec 12:14)”. Esse julgamento acontecera quando o SENHOR JESUS vier buscar a sua Igreja e o Juiz será o próprio CRISTO: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo.” (João 5:22).

O julgamento do crente será algo sério e solene, principalmente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda, conforme 1 Cor 3:15: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” Ou ainda conforme 2 João 1:8 “Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão.”

Ante o Tribunal de CRISTO tudo será conhecido publicamente. DEUS examinará e revelará, na sua exata realidade. Todas as coisas serão conhecidas diante de todos, inclusive:
- Os nossos atos secretos: “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto.”(Mc 4:22)
- As nossas boas obras: “Sabendo que cada um receberá do SENHOR todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.” (Ef 6:8)
- Os nossos motivos: “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o SENHOR venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de DEUS o louvor.” (1 Cor 4:5)
- O nosso trabalho e ministério: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.” (1 Cor 3:13)

As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no tocante ao castigo eterno (Rm 8:1), mas são levadas em consideração quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas (Cl 3:25).” As boas ações do crente são lembradas por DEUS e por Ele recompensadas: “Porque DEUS não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis.” (Hb 6:10)

Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, dentre eles:
- Aprovação divina: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mt 25:21)
- Recompensa: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o SENHOR, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2 Tm 4:8)
- Honra: “Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego.” (Rm 2:10)

A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar nele o temor do SENHOR (2 Cor 5:11 * Fp 2:12), e leva-lo a ser sóbrio, moderado, a vigiar e a orar (1 Pe 4:5,7), a viver em santa conduta e piedade (2 Pe 3:11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5:7).

A Igreja não será julgada para a condenação, pois já estará salva por CRISTO, mas sim no tocante as obras e recebimento de galardão.

Que possamos meditar nesse pequeno artigo e que sejamos mais fieis a DEUS em todos os nossos dias, fazendo a vontade do Pai, até que JESUS venha nos buscar.

Um forte abraço ao povo amado de DEUS

***Fonte de pesquisas: Bíblia de Estudo Pentecostal*** CPAD edição de 1995

















O que a Bíblia diz sobre o tribunal de Cristo!
    Faz algum tempo que recebi a seguinte pergunta: “Qual a diferença entre a expressão bíblica do livro de Jó 1.6 – ‘…e num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor…” – e João 3.13, que diz que ‘ninguém subiu ao céu’, se em Romanos hão de comparecer ao Tribunal de Cristo?”.
    Ora, quando Jó 1.6 diz que “os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor”, refere-se aos seres espirituais, ou seja, anjos, os quais são responsáveis diante de Deus e prestam-lhe contas. Uma vez que em Jó 2.1 está escrito que “Satanás veio entre eles apresentar-se diante de Deus”, subtende-se que mesmo os anjos rebeldes estão debaixo da soberania divina.
   Nem toda vez que encontramos essa expressão “filhos de Deus” na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, ela está se referindo a anjos. Por isso, pelas regras mais simples da hermenêutica, devemos sempre recorrer ao contexto daquela expressão. Algumas vezes, a expressão refere-se aos filhos de Israel que representavam o povo de Deus na terra. Já em Gênesis 6, a expressão “filhos de Deus” refere-se a uma geração especial da linhagem de Sete, uma geração que temia e servia a Deus. O que favorece essa ideia é a doutrina bíblica acerca dos anjos que, no seu ensino geral, rejeita qualquer tipo de miscigenação de anjos com seres humanos. A Bíblia – aliás, o próprio Jesus – declara que os anjos não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30; Lc 20.36). Eles são criaturas puramente espirituais e, por isso, não foram dotadas de sexualidade. São seres assexuais, isto é, não geram outros seres. A Bíblia também diz que os crentes em Cristo são feitos “filhos de Deus” ao aceitarem o Evangelho e serem regeneradas pelo Espírito Santo (Jo 1.12; Rm 8.16;Gl 3.26; Fp 2.15). Ora, uma vez que a expressão “filhos de Deus” não se restringe apenas aos anjos e que o contexto histórico de Gênesis 6 fala de relações físicas, podemos entender que aqueles “filhos de Deus” são, na verdade, filhos dos homens, nascidos de mulher, que perderam a pureza primária e se degeneraram.
Quanto à relação entre os textos de Jó 1.6  e João 3.13: no primeiro texto, “os filhos de Deus” (anjos) comparecem diante de Deus e no segundo texto (Jo 3.13), Jesus declara que “ninguém subiu ao céu”. Em primeiro lugar, não há qualquer relação entre as expressões, porque Jesus estava falando ao povo, feito de carne e osso. Naturalmente, “carne e osso” jamais tiveram acesso às dimensões espirituais. Paulo declarou que “carne e osso” não herdam o Reino de Deus (1Co 15.50). Não há relação alguma entre os filhos de Deus de Jó 1.6 com os salvos em Cristo que comparecerão um dia no “Tribunal de Cristo” (2Co 5.10). Nesse Tribunal, somente os transformados do material para o espiritual estarão na presença de Cristo para receberem seus galardões pelas obras feitas através do corpo aqui na Terra. Outrossim, os filhos de Deus que comparecerem diante de Deus  no céu eram, sem dúvida, os anjos criados por Deus, os quais sempre tiveram acesso ao Trono de Deus. Entre esses filhos de Deus apareceu num dia Satanás, o anjo rebelde, o qual, inevitavelmente, está sob o poder soberano do Criador. Satanás, tanto quanto os demais anjos, são seres espirituais, por isso somente seres espirituais tem acesso ao céu.
   Romanos 14.10 diz que “todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo”. O termo “todos” tem um caráter especial e particular porque se refere apenas aos salvos, arrebatados ou ressuscitados na Vinda de Cristo (1Co 15.51,52; 1Ts 4.13-18). Na Escatologia Bíblica, o Tribunal de Cristo e o Tribunal do “Grande Trono Branco” (Ap 20.11,12) são tribunais distintos no tempo e no espaço. O grande comparecimento dos salvos diante do Tribunal de Cristo acontecerá muito antes do último grande julgamento histórico, que é o Tribunal do Trono Branco, Trono do Juízo final, quando todas as criaturas que não passaram pelo Tribunal de Cristo hão de comparecer (Ap 20.12-14).  Outrossim, o texto de Romanos 14.10 tem no seu contexto a discussão sobre o comportamento social entre os cristãos, quando alguns tinham atitudes arrogantes, depreciativas e discriminatórias em relação aos outros irmãos da mesma fé. Paulo desfaz essa discussão e fortalece o fato de que todos, fracos e fortes, hão de comparecer ante o Tribunal de Cristo para que suas obras feitas através do corpo sejam julgadas. Nesse Tribunal, não há condenação, somente premiação pelas obras feitas.










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“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Co 5.10).  

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.

(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1 Co 3.12-15; 2 Co 5.10).
(2) Esse julgamento correrá quando Cristo vier buscar a sua igreja (1 Ts 4.14-17).
(3) O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2 Tm 4.8, cf. “Juiz”).
(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1 Co 3.15, cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1 Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida (1 Co 3.13-15). Esse julgamento não é para sua salvação ou condenação. É um julgamento de obras.
(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. Phaneroo, 2 Co 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade,
(a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16),
(b) nosso caráter (Rm 2.5-11),
(c) nossas palavras (Mt 12.36, 37),
(d) nossas boas obras (Ef 6.8),
(e) nossas atitudes (Mt 5.22),
(f) nossos motivos (1 Co 4.5),
(g) nossa falta de amor (Cl 3.23-4.1) e
(h) nosso trabalho e ministério (1 Co 3.13).

(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade e infidelidade a Deus (Mt 25.21-23; 1 Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).

(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1 Co 3.15; 2 Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10) “Cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8). 

(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1 Jo 2.28),
aprovação divina (Mt 25.21),
tarefas e autoridade (Mt 25.14-30),
posição (Mt 5.19; 19.30),
recompensa (1 Co 3.12-14; Fp 3.14; 2 Tm 4.8) e
honra (Rm 2.10; cf. 1 Pe 1.7).

(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (2 Co 5.11; Fp 2.12; 1 Pe 1.17), e leva-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1 Pe 4.5,7), a viver em santa conduta e piedade (2 Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2 Tm 1.16-18). 







Mateus 10.40-42
Prédica: Mateus 10.40-42
Leituras: Jeremias 28.5-9 e Romanos 6.12-23
Autora: Ângela Lenke
Data Litúrgica: 2º Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 26/06/2011
Proclamar Libertação - Volume: XXXV 
1. Introdução
Entre o texto de Jeremias e de Romanos temos o texto que aponta o fio principal de nossa reflexão. Jeremias, um profeta fiel e corajoso para trazer o povo de Deus exilado na Babilônia para junto de Deus, revela que é um profeta que não dá falsas esperanças, aponta para o pecado e a volta a Jerusalém por causa da misericórdia de Deus.
Romanos 6 traz a mensagem muito clara de que estamos sob a graça de Deus; portanto o pecado precisa ser abandonado. No passado, fomos servos e escravos do pecado, mas agora é preciso andar como verdadeiro discípulo de Jesus, que segue a verdadeira justiça e não a justiça do pecado. O antigo pecado está morto pela obra de Cristo.
Mateus 10.40-42 é a mensagem carinhosa e confortante de Jesus para aqueles que servem a ele como Senhor e Salvador. Ele é o profeta principal.
2. Exegese
V. 40 – “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” A boa-nova desse versículo é que receber Jesus Cristo significa receber Deus e a salvação que ele oferece. Receber Jesus Cristo é o mais importante. Ele vem em primeiro lugar, porque, recebendo-o, recebe-se Deus. Quem cumpre a tarefa do fazer conhecido o nome de Jesus Cristo são os discípulos; assim encoraja seus amados discípulos, afirmando quão nobre é a sua vocação. O fato de receber os discípulos revela a intimidade de Jesus com seus discípulos. Jesus os encoraja, mostrando-lhes que quem os recebe tem a salvação. Assim, Jesus mostra aos discípulos quão elevada posição ocupam. O verdadeiro discípulo sustém as relações com Deus e aponta que a cruz que levam é fonte de bênção, apesar das perseguições, abdicações e sofrimentos (2Tm 1.7-9a). 
V. 41 – “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta receberá a recompensa de profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo receberá a recompensa de justo.” A figura do profeta, desde o Antigo Testamento, é respeitada. Para nós ministros, não é novidade que no Antigo Testamento o profeta era o elo entre o povo e Deus. Não apenas transmitia a mensagem de Deus para o presente, mas com autoridade anunciava o futuro, julgava as ações do povo em forma de denúncia. No Novo Testamento, o profeta tem o ministério mais elevado após os apóstolos. Jesus classificava João Batista como o maior dos profetas, sendo que João Batista nem fez milagres e suas profecias foram poucas. A profecia é dom, em que a autoridade e a orientação vêm diretamente do Espírito Santo. Os profetas eram instrumentos especiais de anúncio e denúncia.
No texto, Jesus declara que receber um profeta significa receber a mensagem de Deus e deixar-se corrigir por sua palavra (2Tm 3.16s). Naturalmente, os apóstolos eram profetas; entretanto, outros também exerciam papel profético. Receber um profeta significa receber os benefícios vinculados ao profeta. Os escritos judaicos registram: “Aquele que recebe em sua casa um homem sábio ou presbítero é como se tivesse recebido oshekinah (a presença de Deus)” [...] “Aquele que fala contra o pastor fiel é como se falasse contra o próprio Deus” (CHAMPLIN, p. 370).
Provavelmente, Jesus usa a expressão “Quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo”, para que as pessoas não tenham somente o cuidado em receber ministros ou profetas, mas todas as pessoas de bem, independentemente de seu serviço, classe social ou profissão. Assim, Jesus inclui todo servo e discípulo fiel de seu reino.
O galardão prometido a quem recebe profetas ou justos refere-se às bênçãos neste mundo, mas principalmente ao mundo vindouro.
V. 42 – “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um desses pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.” Considerando a região seca e quente de Israel, era uma atitude hospitaleira quando um judeu dava um copo de água fria em vez de água normal ou quente. Isso envolvia todo um cuidado com a água. Quem era considerado importante recebia água fria para saciar sua sede.
Jesus chama seus discípulos de “pequeninos”, expressão usada pelos rabinos para com seus alunos. Ele sabia da fraqueza e do medo de seus discípulos. É uma forma carinhosa, simpática e misericordiosa de chamar assim a quem se quer bem. “Todo aquele que lhes mostrasse misericórdia, que lhes prestasse algum serviço, ainda que pequeno, ajudando-os no caminho e aliviando-lhes a sede, não deixaria de ser notado por Deus e ser abençoado física e espiritualmente” (CHAMPLIN, p. 371).
Nota-se, nesse texto de Mateus 10.40-42, uma escala descendente, segundo Champlin:
1. Receber um profeta; 2. Receber uma pessoa justa; 3. Receber um “pequenino”.
Entretanto, analisando o texto, a escala seria:
1. Receber Jesus Cristo; 2. Receber um profeta; 3. Receber uma pessoa justa; 4. Receber um “pequenino”/discípulo.
O galardão (= a recompensa) será dado àqueles que receberem e servirem a Jesus Cristo, porque é em seu nome que os discípulos agem e, recebendo a ele, recebe-se o próprio Deus.
3. Meditação
“Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10.40). Todos nós que somos os fiéis discípulos e testemunhas de Jesus Cristo são englobados nessa expressão de proteção e encorajamento de Jesus Cristo. Jesus sabia que muitos não receberiam seus discípulos, que muitos iriam apontar dedos acusando-os (Mc 14.66s). Nos primeiros séculos da fé cristã, não foi diferente. Muitos cristãos não foram recebidos, muitos morreram. Os anos passaram e, ainda hoje, é um desafio, especialmente nas cidades, ser recebido para evangelizar, para ter um pouco de atenção das pessoas que são ou não cristãs. Devemos levar em consideração que essa palavra de Jesus também pode significar que é necessário recebê-lo em nosso coração e em nosso convívio familiar.
Quem receber um profeta, uma pessoa justa ou algum “pequenino” discípulo tem a promessa da recompensa. “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta receberá a recompensa de profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo receberá a recompensa de justo” (Mt 10.41). Temos aí algo muito delicado a tratar enquanto Igreja Evangélica de Confissão Luterana. O ser humano aspira por poder, saber e ter. A competição é ensinada desde cedo e parece ser tratada como normalidade. As crianças são educadas a fazer para poder receber. A teologia da prosperidade vinga mundo afora. As pessoas estão carentes e acham que tudo se resume numa troca. Acontece que Deus não faz trocas, não negocia. E muitos ainda pensam que receber alguém renderá um benefício no futuro. Deus salvou-nos por graça, e receber alguém em seu nome é resultado da gratidão. O galardão, ou seja, a recompensa é andar diante de Deus com a consciência e o coração limpos e certo de que está praticando seu discipulado. A recompensa será como eu receber e tratar quem vem em nome de Deus.
Como reconhecer e receber um enviado de Deus? Será que essa não é a pergunta de milhões de pessoas? Sempre houve profetas, mas entre eles houve profetas falsos. O texto de Jeremias 28. 5-9 esclarece que a veracidade da profecia é comprovada com o tempo: “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor” (Jr 28.9). Jesus nos alerta: “Acautelai-vos dos falsos profetas” (Mt 7.15); “...levantar-se-ão muitos falsos profetas” (24.11); “Surgirão falsos cristãos e falsos profetas” (Mc 13.22). Também o apóstolo Paulo orienta: “...tais sãos falsos apóstolos, obreiros...”. O verdadeiro profeta e cristão que deseja ser recebido e precisa entrar nos lares e nas comunidades cristãs é aquele que ensina o puro e reto evangelho, para o qual basta somente a Escritura, somente a graça, somente Jesus Cristo e somente a fé.
Muitas pessoas já me disseram que não abrem as portas de suas casas por causa da insegurança, especialmente nas cidades. Cada ovelha deveria conhecer seu pastor. Cada ovelha precisa receber o alimento que sua igreja oferece para que outros profetas (e podem ser falsos) não os afastem com outras ovelhas para outros pastos. Enquanto isso, há também pessoas tão frias e materialistas, que já deixaram seu coração e sua fé esfriarem, que nem ouvem ou fazem de conta que não ouvem quando Jesus bate à porta e deseja ser recebido em seu coração e em suas casas. Onde está a insegurança? Parece que até queremos estar seguros de que mandamos quando Jesus pode ou não entrar em nossa vida e na vida das outras pessoas, esquecendo que Deus veio ao nosso encontro e nos alcançou por graça.
Havemos de esperar outra recompensa? Havemos de servir para receber recompensa? A Escritura nos diz: “... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23b). Não receber um dos “pequeninos” de Jesus é desobedecer à sua ordem, o que implica pecado, e pecado é tentar viver escondido de Deus, como fez Adão. E a Escritura adverte: “... o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6.14).
Somos alcançados pela graça de Cristo, que morreu por nós. Então, como ficam nossas ações? O cristão sabe que “a fé é ativa no amor” (Gl 5.6). Por isso nossas ações sempre precisam ser fruto de nossa fé em Jesus Cristo, que nos ensinou como servir através dos diferentes dons. Todo cristão é chamado para servir como resposta de sua alegria em saber que foi salvo gratuitamente através de Cristo. Um gesto pequeno, como dar um copo de água, feito sem a intenção de receber recompensa, pelo contrário, feito agindo em nome de discípulo de Jesus Cristo, “Ele que vê tudo” saberá dar a recompensa. Enquanto isso, não precisamos ficar ansiosos. Façamos tudo, em palavra e em ação, com moderação (Fp 4.5; 2Tm 1.7), e em nome de Jesus Cristo, dando por ele graças a Deus Pai (Cl 3.17).
“E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um desses pequeninos,na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa” (Mt 10.42).
Ainda hoje temos realidades de seca, como da Palestina, e mesmo que moremos em área privilegiada nem sempre temos coragem e disposição para dar um copo d’água a alguém que vem de fora. Cada pessoa na comunidade é chamada a servir e a dar do que tem. A água é o elemento básico, mas na comunidade nem sempre temos pessoas dispostas a dar um pouco do que possuem em prol do reino de Deus, do anúncio do evangelho. A vida perde sua dignidade na frente de nossos olhos, sem que compartilhemos o que temos e sentimos.
É necessário que nos perguntemos que recompensa os pais e as mães têm recebido dos filhos em sua velhice? Que recompensa têm recebido as crianças amáveis, que são curiosas por natureza como um dia fomos, que nascem sem saber se terão carinho, cuidado, proteção, alimento e educação? Que recompensa tem recebido a pessoa honesta que vota, que paga os impostos, que conduz sua família com fidelidade? Se olharmos a situação de cada pessoa/cidadão, com certeza podemos concluir que falhamos, que não conseguimos por nossas forças e capacidades controlar as carências e a corrupção, saciar a miséria e aliviar o sofrimento de tantas pessoas e da criação de Deus. Assim chegamos à conclusão de que somos, sim, instrumentos de justiça e misericórdia neste mundo, mas a verdadeira recompensa é a vida eterna.
4. Imagens para a prédica
* Um dos textos que ajudará a ilustrar essa pregação é a parábola que Jesus conta em Mateus 25.31- 46. Esse texto aparece só no Evangelho de Mateus, assim como o evangelho indicado para o dia: Mateus 10.40-42. * O livro Um olhar para o Vale 3, organizado por Osvino Toillier, tem uma boa reflexão que poderá ajudar na mensagem do culto (veja p. 27). 5 Subsídios litúrgicos
Confissão de pecados:
Querido e misericordioso Deus, confessamos que deixamos a desejar em receber tua palavra e os que o Senhor envia para nos anunciar o evangelho. Deixamos a desejar quando, no dia-a-dia, esperamos recompensa. Somos fracos ao tentar enganar as outras pessoas, querendo sempre vantagens para nós mesmos. Pecamos quando não servimos em amor, quando negamos ajuda e quando não amamos quem o Senhor confiou aos nossos cuidados e para nossa companhia. Pecamos quando não recebemos nossos familiares e irmãos da tua igreja. Falhamos quando fechamos nosso coração para ti, quando ousamos o poder e aautossuficiência. Ajuda-nos, Senhor! Tem misericórdia de nós e perdoa os nossos pecados. Amém.
Bênção:
O Senhor derrame sobre ti a sua paz.
O Senhor te dê sensibilidade para perceber os dons ofertados a ti.
O Senhor te ensine a amar sem esperar recompensa.
O Senhor te ensine a servir com justiça e misericórdia.
O Senhor te acalme quando estiveres eufórico, achando que tudo depende de ti.
O Senhor te ofereça segurança e fé.
O Senhor te carregue quando estiveres cansado.
O Senhor seja tua fortaleza e porto seguro nas horas de dor, dúvida e sofrimento.
O Senhor seja a fonte de alegria da tua vida e a razão para servi-lo.
O Senhor seja contigo em todos os teus caminhos, para todo o sempre.
Assim te abençoe o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo. Amém.
Bibliografia
CAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V. 1. São Paulo: Ed. Hagnos, 2002.
CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V. 4. São Paulo: Ed. Hagnos, 2002.
TOILLIER, Osvino (org.). Um Olhar para o Vale: 100 Mensagens de Fé, Esperança e Amor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2004.






O TRIBUNAL DE CRISTO E A IGREJA

A Bíblia ensina que todos os crentes salvos, terão um dia de comparecer diante de Deus, para prestar contas “ante o Tribunal de Cristo”. De todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam estes atos bons, ou maus. Notamos que todos os crentes serão julgados sem haver exceção. Acontecimento este que ocorrerá somente quando Cristo vier buscar a sua Igreja por meio do Arrebatamento.
Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal 2 Co 5:10.
Se observarmos atentamente, veremos que á Bíblia trata do julgamento do crente como algo sério e solene, porque inclui para este á possibilidade de dano ou perda, e também de ficar envergonhado diante dele na sua vinda e de queimar-se o trabalho de toda sua vida, devemos estar atentos e observarmos que este julgamento não se trata de escolha para salvação ou condenação, pois é um julgamento de obras dos crentes já salvos em Cristo        1 Co 3:15. 2 Jo 8. 1 Jo 2:28. 1 Co 3:13-15. A Bíblia afirma que todos os redimidos estão isentos do juízo divino para condenação Jo 5:24.
Em 2 Coríntios 5.10 e Romanos 14.10, embora na última passagem a leitura correta seja "o tribunal de Deus", é declarado que os crentes serão examinados diante do Filho de Deus.
                                                                                          
ETIMOLOGIA DA PALAVRA TRIBUNAL

No Novo Testamento encontramos dois termos traduzidos por“tribunal” são eles:
Þ   Criterion.
Þ   Bêma.
  
Criterion significa "instrumento ou meio de pôr à prova” ou “julgar qualquer coisa”“lei pela qual alguém julga" ou "local onde o julgamento é feito”“tribunal de juiz; banca de juízes". É usada no livro de Tiago 2:6, e no livro de 1 Coríntios 6:2-4. Consequentemente a palavra se referia ao padrão ou critério pelo qual o julgamento era dispensado ou ao local onde o julgamento era realizado.
Mas vós desonrastes o pobre, porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais? Tg 2:6.
Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes na cadeira aos que são de menos estima na igreja?  1Co 6:2-4.
Este é os significados do termo que se aplica a primeira palavra do grego Criterion. Foram usadas pelos apóstolos Paulo e Tiago em suas cartas.
“Bêma” significa “local elevado cujo acesso se fazia por degraus” “plataforma, tribuna; usada em relação ao assento oficial de um juiz”.“assento de julgamento de Cristo” a estrutura, assemelhando-se a um trono”. At 18:2-16. Rm 14:10. Há um exemplo, de que “Herodes” construiu no teatro em “Cesaréia” e a qual ele usava para assistir aos jogos e fazer discursos ao povo. O “Bêma” é o tribunal, seja numa basílica para o pretor numa corte de justiça, seja num acampamento militar para o comandante administrar disciplina e dirigir-se às tropas. Em qualquer um dos casos, o tribunal era uma plataforma na qual se colocaria o assento do oficial que presidia. “Bêma” comumente significa plataforma ou andaime em vez de assento. Essa expressão“tribunal” é empregada por onze vezes no “Novo Testamento”, e nas passagens onde ela figura está sempre ligada a julgamento especial.

LIBERDADE DESENFREIADA

De fato parece que em geral u m ensino claro sobre a responsabilidade cristã na vida e no trabalho está em falta em todos os lugares. A apatia cristã abunda, e o relaxamento na conduta cristã é promovido com o se a graça de Deus manifesta na salvação, incluísse um a licença geral para o pecado. A liberdade, entretanto, não é um a licença, nem um a liberação judicial, através do Calvário, para que o crente não tenha um à vida santa e cristã. Deus sempre governa para o bem e bênção finais de seus escolhidos. Ele age pela honra e glória de seu bom nome. Nunca tente encontrar uma diferença entre o maravilhoso poder sustentador do Espírito e da graça de Deus e o julgamento do crente nas mãos de Cristo, onde receberemos culpa ou louvor recompensa ou perda.
Enquanto estamos neste mundo como representantes dos céus, precisamos ser firmes e fiéis, obedecendo ao Senhor, pois mesmo sendo salvos, quando comparecermos diante dele no Tribunal poderá sofrer percas por falta de dedicação á sua obra no período que estivemos como servos neste mundo servindo á ele.

EXEMPLOS BÍBLICOS DE PESSOAS EM TRIBUNAL

Þ   O tribunal de Pilatos. E, estando ele (Pilatos) assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele  Mt 27.19.
Þ   O tribunal de Herodes. E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal, e lhes fez uma prática At 12.21.
Þ   O tribunal de Gálio. Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal, dizendo: Este per- suade os homens a servir a Deus contra a lei At18. 12.13.
Þ   O tribunal de César. E, não se demorando entre eles mais de dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem a Paulo At 25.6.
Þ   O tribunal de Cristo. Porque todos devemos com- parecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo 0 que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal  2 Co 5.10.
Devemos observar que as duas referências nos evangelhos indicam o “tribunal de Pilatos” Mt 27.19; Jo 19.13; o trecho de Atos 12.21, fala do “tribunal de Herodes”; as referências do décimo oitavo capítulo de Atos indicam por três vezes o “tribunal de Gálio”; em Atos 25.6,10,17, por três vezes, refere-se ao “tribunal de César”. Enquanto que Romanos 14.10 e 2 Coríntios 5.10 indicam o “tribunal de Cristo e de Deus”.  Paulo alude ao que acontecerá quando o Redentor congregar os remidos em torno de si, diante do seu tribunal. Haverá ali uma avaliação do que fizemos e não fizemos; mas isso não indica que será um momento de temor, mas de confiança; mais ninguém estará ali presente, a não serem os salvos: ali todos amarão o Redentor e confiarão nele.


OCASIÃO DO TRIBUNAL DE CRISTO

O acontecimento ocorre imediatamente após a translação da igreja para fora da esfera terrestre. Em primeiro lugar, de acordo com Lucas 14.14, recompensa está associada à ressurreição. Visto que, de acordo com 1 Tessalonicenses 4.13- 17, a ressurreição é parte fundamental da translação, o galardão deve ser parte desse plano.Quando o Senhor retomar a terra para reinar, a noiva é vista como já recompensada. Isso é observado em Apocalipse 19.8, em que a"justiça dos santos" é plural "atos de justiça" e não pode referir-se à justiça imputada de Cristo, que é a porção do crente, mas aos atos de justiça que sobreviveram ao exame e tomaram-se a base do galardão. O apóstolo Paulo relata dizendo:
Portanto nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará á luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações, e então, cada um receberá de Deus o louvor 1 Co 4:5.
Em 1 Coríntios 4.5, em 2 Timóteo 4.8 e em Apocalipse 22.12, o galardão está associado com "aquele dia", quer dizer, o dia em que Ele vier para os Seus. Desse modo, devemos notar que o galardão da igreja acontecerá entre o arrebatamento e a revelação de Cristo a terra.

ALEGRIA DIANTE DO TRIBUNAL DE CRISTO

Falar sobre a justiça e os juízos de Deus é biblicamente uma ocasião para regozijo.
Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra Sl 67:4.
Especificamente, o Tribunal de Cristo não é um a “prova inesperada”. Profundos ensinamentos bíblicos concernentes ao juízo em geral são abundantes, assim com o são intensam ente específicos os avisos relacionados ao julgamento do “bema” para os crentes.

O JULGAMENTO NAS TRÊS ÁREAS DO CRISTÃO

Þ   JULGAMENTO DO TRABALHO CRISTÃO. Aqui Deus irá analisar o que foi feito para ele por parte de cada crente, é o trabalho do cristão feito para o Senhor, pelo quais não poderão ser confundidos com julgamento de pecados, sendo que nossos pecados foram julgados por Cristo por Misericórdia e Graça de Deus 1Co 3:8-15.      Jo 5:24. 2 Co 5:21. Também não é julgamento de destino Eterno do crente, pois á salvação não depende do fator humano e sim da obra redentora de Cristo Hb 7:27. Mas sim o das nossas obras, pois ele mostrará como administramos aqui as nossos:
1.  Bens
2.  Dons
3.  Dádivas
4.  Dotes
5.  Talentos
Este dia de prestação de contas está próximo, e será uma analise da qualidade do nosso trabalho do que a quantidade         Mt 20:1-16.
Þ   JULGAMENTO DA CONDUTA CRISTÃ. Este julgamento é de maneira particular e individual com cada crente, trata-se do julgamento por meio do corpo sejam atos bons ou maus, é tudo aquilo que hoje praticamos em várias áreas de nossa vida, nada ficará encoberto diante de Deus. Portanto mesmo sendo falhos em nossa maneira de viver e proceder, nada é melhor e imprescindível do que a temperança por parte de cada crente. Gl 5:19-23. 2 Co 5:10.
Þ   JULGAMENTO DO TRATAMENTO COM OS DA FÉ.Devemos ter cuidado a maneira que tratamos uns aos outros, foi o que relatou o Evangelista Mateus dizendo:
Então Pedro aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete Mt 18: 21-22.
Este julgamento poderá ocorrer ganhos ou perdas, pois Cristo é justo e dará á cada um de acordo as suas ações justas para com o próximo. Todo crente receberá do Senhor uma parte elogiosa e o seu Louvor da parte de Deus 1 Co 4:5.
Todo ato de “Amor” praticado pelo cristão terá recompensa por parte de Deus.
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecidos Gl 6:9.
Aqueles que afirmam ser nascidos de novo e seguidores de Cristo deverá exercer a solicitude e bondade para com os necessitados, pois Cristo nos instrui a sermos bons cidadãos do céu praticando boas obras para com nosso semelhante, pois afinal somos a luz deste mundo e representante do Eterno Deus.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte Mt 5:14.
Luz fala de claridade, facilidade em caminhar em uma direção, de posicionamento correto de ação e atitude, vida de testemunho, vida de fidelidade e abnegação. Assim devemos proceder principalmente com os irmãos na fé, pois somos a família de Deus, membros de um só corpo que é Cristo se vivemos na luz devemos andar na luz como cristo andou. Todos os atos praticados por parte do cristão serão conhecidos naquele dia, apesar de não ser julgamento para condenação, poderemos receber graus de inferioridades de Galardões naquele dia. 1 Co 3:15. 2 Jo 8.

PRINCÍPIOS PARA O JULGAMENTO

Paulo enfatiza que todo o julgamento estará de acordo com os princípios expostos no Evangelho Rm 2.16. Esses princípios do justo julgamento de Deus foram sumariados pelo apóstolo em Romanos.
No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho Rm 2:16.
Somente aqueles que respondem com fé e amor diante da graça, dos talentos e das responsabilidades que Deus lhes dá, ouvirão Jesus dizer: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor   Mt 25:21-23.

QUAL O LOCAL DO TRIBUNAL DE CRISTO?

Existem muitas divergências entre os comentaristas quanto ao local exato do Tribunal de Cristo. Alguns têm sugerido que será aqui mesmo na terra. O homem pecou aqui dizem eles; aqui foi salvo; aqui trabalhou então aqui deve ser avaliado o seu trabalho  Mt 25:19.Outros, porém, asseguram que esse julgamento deve ter lugar no Céu. Lembrando que Biblicamente são citados três céus, e a palavra hebraica para céus é “shamaym” A terminação “im” indica o plural e mostra que há mais que um céu. Na Bíblia os três céus são distinguidos nesta forma:
Þ   Auronos. Céu inferior
Þ   Mesoranios. Céu intermediário
Þ   Eporanios. Céu superior
  
O céu inferior relaciona-se ao céu atmosférico, isto é o alto onde sobrevoavam as aves e os aviões que passam nas nuvens, descem a chuva se processam trovões e relâmpagos, foi chamado por Deus “a face da expansão dos céus” e Jesus de “extremidade inferior do céu” Gn 1:20. Lc 17:24.
O céu intermediário é o céu estelar ou planetário chamado também de céu astronômico. A Bíblia o chama de a altura.

O céu superior é chamado de as alturas é declarado como sendo o “terceiro céu o Paraiso” é chamado de o espiritual e de céu dos céus por estar acima de todos. Este é o lugar onde habita “Deus, Cristo, e o Espirito Santo”. E onde será a morada dos salvos Sl 93:4. At 1:9. 2 Co 12:2. Sl 123:1. Mc 16:19.
Há também quem acredita ser o Tribunal de Cristo na terra, como não há um lugar preciso definido nas Escrituras Sagradas acreditamos ser no céu na habitação de Deus. O Tribunal de Cristo se dará por ocasião do arrebatamento.  Diante do Tribunal de Cristo, serão reprovadas as obras e não o obreiro 1 Co 3:13 , pois todo o seu trabalho que tiver feito “por meio do corpo” será ali avaliado perante a justiça divina. Porém,' se fará necessário que a caridade de Deus este- ja ali! A justiça exige que o “bem” seja recompensado e o"mal" punido. Ora, isto não pode realizar-se senão pela “sanção”sanção aqui não é condenação da vida futura; so- mente esta pode ser rigorosamente justa, uma vez que de- pende de Deus, que “sonda os rins e os corações”. Realmente eficaz, porque ninguém pode escapar-lhe. Nenhum subterfúgio daquele que é culpado culpado aqui é descuidado.

QUEM SERÁ O JUIZ NO TRIBUNAL DE CRISTO?

O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios disse:
Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal 2 Co 5:10.
Aqui deixa claro que esse exame é conduzido diante da presença do Filho de Deus. Todo o julgamento foi confiado às mãos do Filho. O fato de esse mesmo acontecimento ser citado em Romanos 14.10como "o tribunal de Deus" mostraria que Deus confiou o julgamento às mãos do Filho também. Parte da exaltação de Cristo é o direito de manifestar autoridade divina no julgamento. A palavra comparecer no grego é “phaneroo” que significa tornar conhecido aberta ou publicamente.

O EXAME DE DEUS EM RELAÇÃO AO CRISTÃO

Deus examinará e revelará abertamente na sua exata realidade oito coisas na vida do crente, que são:
Þ   Nossos atos secretosMc 4:22. Rm 2:16.
Þ   O caráterRm 2:5-11.
Þ   Nossas palavrasMt 12:36-37.
Þ   Boas obrasEf 6:8.
Þ   As atitudesMt 5:22.
Þ   Nossos motivos. 1 Co 4:5.
Þ   Falta de amorCl 3:23. 4:1.
Þ   Nosso trabalho e Ministério1 Co 3:13.

A palavra traduzida por "compareçamos" poderia ser mais bem traduzida por "sejamos manifestos", de modo que o versículo diria:"Porque importa que todos sejamos manifestos". Isso implica que o propósito do “bêma” é fazer uma manifestação pública, demonstração ou revelação do caráter e das motivações essenciais do indivíduo.Desse modo o julgamento não determina o que é eticamente bom ou mau, mas, pelo contrário, o que é aceitável e o que não tem valor. O propósito do Senhor não é punir Seu filho pelos pecados, mas recompensar seu serviço pelas coisas feitas em nome do Senhor.

RESULTADO DO JULGAMENTO DO TRIBUNAL DE CRISTO

Está relatado em 1 Coríntios onde o apóstolo diz:
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo  1 Co 3:14-15.
Esse exame terá duplo resultado: um galardão recebido e outro perdido. O que determina se alguém recebe ou perde um galardão é a prova pelo fogo, pois Paulo escreve: Manifesta se tornará a obra de cada um a mesma palavra usada em 2Coríntios 5:10 pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provara 1 Co 3:13. Nessa declaração é evidente, em primeiro lugar, que são as obras do crente que estão sendo examinadas. Além disso, vemos que o exame não é um julgamento baseado em observação externa; pelo contrário, é um teste que apura o caráter e a motivação interna. Todo o propósito de uma prova pelo fogo é identificar o que é destrutível e o que é indestrutível.

O apóstolo afirma que existem duas classes de materiais com que os"cooperadores de Deus" podem construir o edifício cujo alicerce já foi estabelecido. Ouro, prata, pedras preciosas são materiais indestrutíveis. Essas são as obras de Deus, das quais o homem simplesmente se apropria e usa. Por outro lado, madeira, feno e palha são materiais destrutíveis. São as obras do homem, que ele produziu com seus próprios esforços. O apóstolo revela que o exame no bema de Cristo visa a detectar o que foi feito por Deus mediante as pessoas e o que foi feito pela própria força do homem; o que foi feito para a glória de Deus e o que foi feito para a glória da carne.Isso não pode ser concluído pela observação externa, e, portanto, a obra deve ser posta a severa prova, para que seu caráter verdadeiro seja demonstrado.

AS DUAS DECISÕES NO TRIBUNAL DE CRISTO

Haverá perda de recompensa para o que for destrutível pelo fogo. Coisas feitas na força e para a glória da carne, independentemente do ato, serão reprovadas. Paulo expressa seu medo de depender da energia da carne e não do poder do Espírito quando escreve: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" 1Co 9.27. Quando Paulo usa a palavra desqualificado “adokimos”, ele não está expressando medo de perder sua salvação, mas de ter sua obra declarada "inútil". Para se garantir contra uma possível interpretação de que sofrer uma perda significa perder a salvação, Paulo acrescenta: "mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo" 1 Co 3.15.
A alusão ao fogo provavelmente significa salvo por um triz, como alguém que está numa casa incendiada e escapa através do fogo, só com á vida.

Deus avaliará a qualidade da vida e da influência como do ensino e do trabalho na sua obra realizado por cada pessoa e especialmente de cada obreiro do Senhor. Se a sua obra for julgada indigna, ele perderá o seu galardão, mas pessoalmente será salvo, devemos observar que este julgamento do Tribunal de Cristo não se refere ao purgatório como ensina a doutrina do purgatório e sim um julgamento de obras e não á purificação da pessoa quanto aos seus pecados. A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste um temor do Senhor, e levar á ser sóbrio, á vigiar e orar vivendo em santa conduta e piedade demonstrando misericórdia á todos. 2 Co 5:11. Fp 2:12. 1 Pe 1:17. 4:5-7. 2 Pe 3:11. Mt 5:7. 2Tm 1:16-18.

As más obras do crente quando se arrepende são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno, mas são levadas em conta quanto á sua recompensa Rm 8:1. Cl 3:25. Ec 12:14.