sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O Soldado, o Atleta e o Lavrador: A Mensagem de 2Timóteo 2.3-6

O Soldado, o Atleta e o Lavrador: A Mensagem de 2Timóteo 2.3-6

Estava eu fazendo mais uma pesquisa para a produção de um texto intitulado “o soldado, o atleta e o lavrador”, com base em 2Timoteo 2.3-6, quando me deparei com a exposição bíblica de John Stott em “Tu, porém: a mensagem de 2Timoteo”. Lúcida, fascinante, profunda! Eu não faria melhor e, muito menos, igual. Com pequenas adaptações não comprometedoras, espero que o texto de Stott abençoe tanto a sua vida quanto abençoou a minha. Boa leitura!
*****

No restante deste segundo capítulo de sua carta, Paulo prossegue abordando o ministério do ensino, ao qual Timóteo foi chamado. Como ilustração, Paulo faz uso de seis vívidas metáforas. As três primeiras são suas imagens favoritas: o soldado, o atleta, e o lavrador. Em cartas anteriores ele já fizera uso delas, em várias ocasiões, para salientar muitas verdades. Aqui todas elas enfatizam que a obra de Timóteo exigirá vigor, envolvendo tanto labuta quanto sofrimento.

1. O Soldado dedicado. “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2Tm 2.3,4).
As experiências como prisioneiro deram a Paulo ampla oportunidade de observar os soldados romanos e de meditar no paralelo existente entre o soldado e o cristão. Em cartas anteriores, Paulo referiu-se à guerra com principados e potestades, na qual o cristão está envolvido; referiu-se à armadura que deve vestir e as armas que deve usar (Ef 6.10-20; 1Tm 1.18; 6.12; 2Co 6.7; 10.3-5; cf. Rm 6.13-14). Mas aqui o bom soldado de Jesus Cristo é assim chamado por ser um homem dedicado, que mostra sua dedicação por se achar sempre disposto a sofrer e estando permanentemente em guarda. Os soldados em serviço não contam com segurança e facilidade. Pelo contrário, dureza, riscos e sofrimento são aceitos sem contestação. É como Tertuliano expressou em seu livro Address to Martyrs (Palavra aos Mártires): "Nenhum soldado vai à guerra cercado de luxúrias, nem vai à batalha deixando um quarto confortável, mas sim uma tenda estreita e provisória, em que há muita dureza, severidade e desconforto". De igual modo, o cristão não deve esperar dias fáceis. Se for fiel ao evangelho, certamente experimentará oposição e escárnio. Ele deverá sofrer em conjunto com seus companheiros de armas.

O soldado deve sempre se achar disposto a se concentrar no exército, e também a sofrer. Quando em serviço ativo, "não se embaraça em negócios". Ao contrário, liberta-se dos afazeres de natureza civil, a fim de dedicar-se às armas, satisfazendo assim aos seus oficiais superiores, ou "estando inteiramente à disposição de seu oficial comandante". Na expressão de E. K. Simpson, "o espetáculo da disciplina militar fornece uma grande lição de comprometimento". Assim, na Segunda Guerra Mundial, com frequência se dizia, com um sorriso bem significativo: "estamos em guerra". Era uma palavra de alerta, suficiente para justificar toda austeridade, auto-renúncia ou abstenção de atividades irrelevantes, em vista da situação de emergência do momento.
O cristão, que deve viver neste mundo e não se alienar dele, não pode, certamente, esquivar-se das comuns obrigações de seu lar, de seu local de trabalho e de sua comunidade. É verdade que, como cristão, ele deve estar sobremodo consciente do seu dever de bem cumpri-las e não evadir-se delas. Nem deve esquecer-se também do que Paulo relembrou a Timóteo em sua primeira carta, ao dizer que "tudo o que Deus criou é bom e, recebido com ações de graça, nada é recusável..." e que "Deus tudo nos proporciona unicamente para nosso aprazimento" (1Tm 4.4; 6.17). Assim, o que se proíbe ao bom soldado de Cristo não são as atividades "seculares", nem "os envolvimentos em negócios desta vida" que, mesmo sendo perfeitamente inocentes, o impeçam de lutar as batalhas de Cristo. Este conselho aplica-se especialmente ao pastor ou ministro cristão. Ele é chamado a dedicar-se ao ensino e ao cuidado do rebanho de Cristo; e há outras passagens, além desta, que o advertem a, se possível, não tomar a carga adicional de prover o seu sustento com algum emprego "secular".
É fato que o próprio apóstolo proveu amiúde o seu próprio sustento, confeccionando tendas; não obstante, ele deixa claro que em seu caso a razão era pessoal e excepcional, ou seja, para que pudesse propor "de graça o evangelho", e assim não criar "qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo" (1Co 9.12,18). Ele ainda vindicou o princípio, para si mesmo e para todo ministro, por ordem do Senhor, de que os que pregam o evangelho devem viver do evangelho (1Co 9.14). De fato, a sua óbvia expectativa era esta a regra geral, e isto precisa ser lembrado em dias como os nossos, quando ministérios "auxiliares", "suplementares" e de tempo parcial" têm aumentado em número, ficando o pastor com seus negócios ou com sua profissão, exercendo o seu ministério com o tempo que sobra. Não se pode dizer que tais ministérios estejam em oposição às Escrituras; contudo é difícil conciliá-los com a determinação apostólica de evitar os envolvimentos em negócios desta vida. A liturgia para a ordenação de presbíteros da Igreja Anglicana exorta os candidatos com as seguintes palavras: "Atentai para o zelo que deveis ter na leitura e no ensino das Escrituras ... e por esta mesma causa deveis renunciar e deixar de lado (tanto quanto possível) todos os cuidados e zelos mundanos, ... entregai-vos inteiramente a este ofício, ... aplicai-vos inteiramente a esta causa e dirigi todos os vossos esforços neste sentido".
A aplicação de tal versículo não é somente restrita a pastores. Cada cristão é, num certo grau, um soldado de Cristo, ainda que seja tímido como Timóteo. Não importando qual seja o nosso temperamento, não podemos evitar o conflito cristão. Se queremos ser bons soldados de Cristo, devemos dedicar-nos à batalha, comprometendo-nos com uma vida de disciplina e de sofrimento, e evitando tudo o que possa nos "envolver" e assim nos desviar do seu propósito.
2. O Atleta sujeito às regras. “Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2Tm 2.5).

Agora Paulo desvia os seus olhos da imagem do soldado romano para a do competidor nos jogos gregos. Em nenhuma competição atlética do mundo antigo (assim como hoje também) o competidor dava uma demonstração de força ou de habilidade ao acaso. Cada esporte tinha as suas regras para a competição, e às vezes também para o treino preparatório.
Cada prova também tinha o seu prêmio, e os prêmios conferidos aos jogos gregos não eram medalhas de ouro ou troféus de prata, e sim coroas de ouro. Contudo, nenhum atleta era "coroado" se não tivesse competido "de acordo com as regras", mesmo que o seu desempenho tivesse sido brilhante. "Fora do regulamento não há prêmio", essa era a palavra de ordem!

A vida cristã é geralmente comparada, no Novo Testamento, a uma corrida, não no sentido de estarmos competindo uns com os outros (conquanto tenhamos que "preferir em honra uns aos outros" – Rm 12.10), mas no sentido da severa autodisciplina do treinamento (1Co 9.24-27), no sentido de que devemos nos desembaraçar de todo peso morto (Hb 12.1-2) e, especialmente nesta passagem, no sentido de que devemos observar as regras.
Devemos correr a corrida cristã nominös, "segundo as leis". A despeito do estranho ensino da assim chamada "nova moral", que insiste em que a lei foi abolida por Cristo, o cristão acha-se sob a obrigação de viver "segundo a lei", de guardar as regras, de obedecer as leis morais de Deus. De fato, ele não está "debaixo da lei", como meio de salvação, que o aprova ou o recomenda perante Deus, antes ela lhe serve como guia de conduta. Ao invés de abolir a lei, Deus enviou o seu Filho para morrer por nós a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós", e agora envia o seu Espírito para morar em nós e escrever a sua lei em nossos corações! (Rm 8.3-4, Jr 31.33). Além disso não pode haver de outro modo, não porque nossa obediência à lei poderia nos justificar, mas sem a lei damos evidência de nunca termos sido justificados.

O contexto mostra que competir "de acordo com as regras" tem uma aplicação mais vasta do que à que se refere à nossa conduta moral. Paulo está descrevendo o serviço cristão, não somente a vida cristã. Parece estar dizendo que os prêmios pelo serviço dependem da fidelidade. O mestre cristão deve ensinar a verdade, construindo com materiais sólidos sobre o fundamento que é Cristo, se quer que a sua obra permaneça e não seja consumida pelo fogo (cf. 1Co 3.10-15). Assim, Timóteo deve confiar o depósito a homens fiéis. Somente se ele, como Paulo, perseverar até a fim, combatendo também o bom combate, completando a carreira e guardando a fé, somente assim poderá ele esperar receber, no último dia, a mais desejável de todas as coroas: "a coroa da justiça" (2Tm 4.7,8).

3. O Lavrador diligente. “O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos” (2Tm 2.6).

Tendo o atleta de competir com honestidade, o lavrador, por sua vez, tem de trabalhar arduamente. O sucesso na lavoura só é conseguido com muito trabalho. Isso é verdade particularmente em países em desenvolvimento, antes de se ter as técnicas da mecanização moderna. Em tais circunstâncias, o sucesso da exploração agrícola depende tanto do suor como da habilidade. Mesmo sendo o solo pobre, o tempo inclemente, ou estando o lavrador indisposto, este deve permanecer em seu trabalho. Uma vez posta a mão no arado, não há que olhar para trás. O Rev. Moule escreve sobre a "extenuante e prosaica labuta" do agricultor. Ao contrário do soldado e do atleta, a vida do agricultor é "totalmente desprovida de emoção, distante de toda fascinação decorrente do perigo e do aplauso".

Contudo, a primeira parte da colheita pertence ao lavrador que trabalha. É seu direito. A boa produção deve-se mais a seu esforço e perseverança do que a qualquer outro fator. É por isso mesmo que o preguiçoso jamais será um bom agricultor, como ressalta o livro de Provérbios. Ele sempre porá a perder sua colheita, talvez por dormir quando deveria esta colhendo, talvez por ter sido pouco ativo no lavrar a terra no outono anterior, ou talvez por permitir que os seus campos se cubram de urtigas e espinhos (Pv 10.5; 20.4; 24.30,31).
A que espécie de colheita se refere o apóstolo? Duas interpretações apresentam maiores evidências bíblicas.

Primeira, a santidade como colheita. Verdadeiramente, a santidade é "fruto (ou colheita) do Espírito", sendo que o próprio Espírito é o principal agricultor, que produz uma boa safra de qualidades cristãs na vida do cristão. No entanto, nós também temos que fazer a nossa parte. Temos de "andar no Espírito" e "semear no Espírito" (Gl 5.6; 6.8), seguindo os seus impulsos e disciplinando-nos, para fazermos a colheita da santidade. Muitos cristãos surpreendem-se por não verificarem, em suas vidas, crescimento na santidade. Será que estamos negligenciando o cultivo desse campo que é o nosso caráter? "Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). Como o Rev. Ryle enfatiza repetidas vezes em seu notável livro Santidade: "não há prêmio sem esforço". Por exemplo:

"Jamais abandonarei a minha convicção de que não há progresso espiritual sem esforços. Não creio no sucesso de um agricultor que se contenta em apenas semear os seus campos, abandonando-os em seguida até a colheita, assim como não creio ser possível que um crente alcance muita santidade sem ser diligente em sua leitura bíblica, em suas orações e no bom uso dos seus domingos. Nosso Deus é um Deus que se importa com os meios, e nunca abençoará a alma de quem se julga ser tão elevado e espiritual a ponto de achar que pode progredir sem eles".

Na expressão de Paulo, "o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos". E a santidade é uma colheita.

A segunda interpretação é que a conquista de conversões é também uma colheita. "A seara na verdade é grande", disse Jesus referindo-se aos muitos que esperam por ouvir e receber o evangelho (Mt 9.37; cf. Jo 4.35; Rm 1.13). Nesta seara é claro que "é Deus quem dá o crescimento" (1Co 3.6,7), mas ainda assim não temos a liberdade de ficar à toa. Não só isso, mas tanto a semeadura da boa semente da Palavra de Deus como a colheita são trabalhos duros, especialmente quando há poucos trabalhadores. Com muito custo almas são ganhas para Cristo, não com a engenhosa e automática aplicação de uma fórmula, mas com lágrimas, suor e dores, e especialmente com oração e sacrifícios. Novamente, o "lavrador que trabalha" é que pode esperar obter bons resultados.
Este ponto de que o serviço cristão é um trabalho árduo é hoje tão impopular em certos círculos de cristãos festivos que sinto ser necessário sublinhá-lo com vigor. Já mencionei que o verbo significa "labutar, mourejar". Arndt e Gingrich apontam que, antes de tudo, o sentido é o de "cansar-se, fatigar-se", ou seja, "trabalhar arduamente, exaurindo todas as forças com o trabalho pesado; empenhar-se, esforçar-se". Tanto o substantivo Kopos como o verbokopiaö foram termos favoritos de Paulo, e talvez nos seja salutar saber que ele cria ser necessário ao serviço cristão tão grande empenho.
Depreende-se que esse verbo pode ser empregado com referência ao trabalho manual, e Paulo aplicou-o ao seu serviço de confeccionar tendas. "E nos afadigamos", ele escreveu, "trabalhando com as nossas próprias mãos" (1Co 4.12; cf. Ef 4.28; 1Ts 4.11). Mas, em seu modo de ver, o trabalho espiritual envolvia também muito esforço. Ele reconhecia de imediato a dedicação das pessoas, tendo enviado saudações especiais no final de sua carta aos Romanos, "a Maria que muito trabalhou por vós" e "à estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor" (Rm 16:6, 12b). Não que dos outros Paulo esperasse mais do que ele próprio podia dar de si mesmo. Suas labutas pelo evangelho eram fenomenais. Ele podia escrever sobre "trabalhos, vigílias, jejuns" porque, assim como fora o seu Mestre antes dele, não poucas vezes as suas atividades sobrepujavam a sua necessidade de comer e dormir. Por isso mesmo é que pôde reivindicar em relação aos outros apóstolos: "trabalhei muito mais do que todos eles" (2Co 6.5; 1Co 15.10; cf. Gl 4.11; Fp 2.16). Se instássemos com ele sobre a natureza de sua lida, creio que ele nos responderia em termos de duas prioridades apostólicas: "oração e ... ministério da palavra" (At 6.4), já que aludiu em sua primeira carta a Timóteo aos seus anciãos "que se afadigam na palavra e no ensino" (1Tm 5.17), e aos colossenses descreveu a sua labuta com as palavras "esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim" (Cl 1.29 – 2.1; 1Tm 4.10), num contexto que parece referir-se à luta em oração a que se entregara em favor dos colossenses.
A bênção de Deus foi abundante no ministério do apóstolo Paulo. Não há dúvida que a este respeito muitas explicações poderiam ser dadas. Mas até que ponto consideramos essa bênção decorrente do zelo e do interesse, da quase obsessiva devoção com que Paulo se entregava ao trabalho? Ele se dava ao trabalho sem pensar no que isso lhe custava; lutava sem dar atenção às feridas; trabalhava sem procurar descansar; servia sem procurar pela recompensa, a não ser o gozo de fazer a vontade do seu Senhor. E Deus fazia prosperar os seus esforços. Mais uma vez, "o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos".

*****
Até aqui, então, temos visto três metáforas com as quais Paulo ilustra as responsabilidades do obreiro cristão. Nelas ele isolou três aspectos da sinceridade que deveria ser encontrada em Timóteo e em todos aqueles que, como Timóteo, procurem compartilhar "o bom depósito", já recebido anteriormente. Elas são: a dedicação de um bom soldado, a obediência de um bom atleta as regras da competição, e a diligente labuta de um bom agricultor. Sem isso não podemos esperar resultados. Não haverá vitória para o soldado se ele não se entregar aos seus deveres militares; não haverá coroa para o atleta, se ele não observar o regulamento; e não haverá colheita para o lavrador, se ele não trabalhar na exploração da terra.




As Três Alegorias do Cristão



Tema: As três alegorias do cristão
Texto Bíblico: (2 Tm 2.4-6)

Introdução

O Novo Testamento apresenta várias figuras representativas (ou alegorias) do Crente. Entre elas se destacam três, que são as mais conhecidas e que foram relacionadas por Paulo em 2ª Timóteo 2.4-6 (do soldado, do atleta e do agricultor). Cada uma dessas figuras exprime verdades importantes: um desafio, uma lição, um resultado. Abaixo iremos relacionar os principais aspectos das figuras acima relacionadas.

1. O cristão como soldado de Cristo.

a- Alvo “Agradar aquele que o alistou”
·         Isso envolve toda espécie de sofrimentos advindos da vida cristã.
·         O soldado deve estar ciente que a batalha é sua meta, jamais deve desfalecer.
b-Desafio “Suportar os sofrimentos”
c- Lição “Perseverança”

2. O cristão como atleta de Cristo.

a- Alvo “Alcançar o prêmio”
b- Desafio “Competir de acordo com as regras”
·         Isso envolve uma total disciplina por parte do atleta.
c- Lição “Disciplina”

3. O cristão como lavrador.

a- Alvo “Participar do fruto da colheita”
b- Desafio “trabalhar arduamente”
c- Lição “Paciência”

Conclusão


As três alegorias relacionadas por Paulo faz nos lembrar da constante milícia cristã, que basicamente se desenvolve nos âmbitos das figuras relacionadas. As lições de cada figura constituem o segredo para o êxito desta milícia.

SOLDADO, ATLETA E LAVRADOR

Disciplina: Prática, submissão e observação a certos preceitos que regulam e orientam o viver cotidiano do indivíduo.
Disciplinas da vida cristã são os exercícios espirituais, prescritos na Bíblia Sagrada, cujo objetivo é proporcionar ao crente uma intimidade singular com o Pai Celeste, constrangendo os que nos cercam a glorificar-lhe o nome
(Hb 12.8).
FIGURA
SIGNIFICADO
APLICAÇÃO
PRÊMIO
SOLDADO
Disciplina na aflição
(1 Co 9.7a;
2 Co 10.3-5;
Ef 6.10-10)
Resistência e perseverança no sofrimento
Aprovação do Comandante
A disciplina do soldado. Como soldados de Cristo, ajamos de modo disciplinado e perseverante, a fim de agradar ao que nos arregimentou para a guerra: "Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (2 Tm 2.3-5). Tinha o apóstolo, em mente, o antigo soldado grego que, no campo de batalha, preferia o sacrifício da própria vida a existir sem honra.
ATLETA
Disciplina no cumprimento das regras
(1 Co 9.24-27)
Resistência e perseverança no que é reto
Coroa da vitória

A disciplina do atleta. No tempo de Paulo, eram os atletas mais do que disciplinados. Na conquista de uma coroa de louro, empenhavam-se além de suas forças; perseguiam o impossível. Descreve-os o apóstolo: "E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente" (2 Tm 2.5).
Se naqueles estádios, punham-se os competidores a lutar por uma vitória efêmera e corruptível, nós avançamos em busca de eternos galardões. Por isto temos de, à semelhança daqueles atletas, portar-nos de maneira viril e disciplinadamente: "E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível" (1 Co 9.25).
LAVRADOR
Disciplina na paciência e perseverança
(1 Co 9.7b,10-12)
Resistência e perseverança para colher os frutos

Resistência e perseverança para colher os frutos do labor
A disciplina do agricultor. A agricultura é a mais antiga das ciências; foi o primeiro trabalho de Adão e Eva (Gn 1.26-30). O cultivo da terra, principalmente depois da queda de nossos primeiros pais, tornou-se estressante e árduo. Eis porque o agricultor tanto carece de disciplina e paciência: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos" (2 Tm 2.6). No cultivo do fruto do Espírito também não devemos prescindir de disciplina e paciência. Afinal, temos de melhorar a cada dia, refletindo em tudo a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Tem você agido com disciplina em seu cotidiano? Porta-se com a bravura e o desprendimento do soldado no combate às forças do mal? Abstém-se dos entretenimentos mundanos na conquista da coroa incorruptível? E o fruto do Espírito? Vem você cultivando-o pacientemente como aquele que lavra a terra?

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)

Tema: “Condições para a benção do Senhor”

Tema: “Condições para a benção do Senhor”
Texto bíblico: (Dt 28. 1.,2)

Introdução

T
odos nós desejamos receber bençãos do Senhor Jesus. Isso não é pecado pois o Senhor deseja ardentemente nos abençoar; no entanto precisamos saber que tudo nessa vida é condicionado, portanto se desejamos as bençãos do Senhor precisamos primeiro cumprir as condições estabelecidas. O contexto em apreço apresenta-nos a plena disposição divina em abençoar seu povo, Israel; e ao mesmo tempo estabelece as condições exigidas  para tais bençãos. As condições do versículo primeiro e segundo, enfatiza alguns pontos que podem ser aplicados como condição para a igreja do Senhor Jesus obter suas bençãos na atualidade; principalmente as do contexto espiritual.

1- “E será que se ouvirdes a vós do Senhor teu Deus”

a- “Ouvir a vos”  (Sl 104.22,23)
 * O elemento chave para ouvirmos a vos divina é a “sensibilidade espiritual”

* Formas de Deus falar (1 Co 14.6)
 * Visão
* Sonhos
* Profecia
* Revelação
* Blíbia
* Diretamente no coração

c-“ Senhor teu Deus” Senhorio e propriedade
 * Quanto ao termo “Senhor” devemos considerar:
 * Sua essência
* Sua lição
* Sua experiência

2- Tendo o cuidado de guardar todos os mandamentos
 a- O “cuidado” como sinônimo de disposição e zelo

b- O mandamento é sinônimo de regra
* As regras por Deus estabelecidas são:
* Imutáveis
* Eternas
* Absolutas
* Universal
* São sua própria natureza

3-“ E todas estas bençãos virão sobre te”
A- O Senhor quer nos abençoar de maneira plena, no entanto a nós compete observar o âmbito prioritário, seu Reino (Mt 6.33)

Conclusão
As bênçãos do Reino se manifestara a medida que o priorizamos em nossas vidas.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ética do comportamento cristão

Ética do comportamento cristão
http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/files/2013/05/imagens_eb_etica-519x150.jpg
Texto básico: Romanos 12.9-11
Texto devocional: Mateus 5.43-48
Versículo-chave: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Fp 1.9-10).
Alvo da lição: Você conhecerá os passos para chegar à excelência da vida cristã sem “mur­murações nem contendas”.
Leia a Bíblia diariamente

Fp 1.27-30; Fp 2.1-4; Fp 2.12-18; Mt 5.38-42; Mt 6.19-24; Mt 6.25-34; Mt 7.1-5

Iniciamos esta lição com Provérbios 26.18-20: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz por brincadeira. Sem lenha, o fogo se apaga; e, não ha­vendo maldizente, cessa a contenda”.
Paulo começa a seção ética de sua carta aos Ro­manos com a excelência do “culto racional” e da diversidade dos dons espirituais que devem estar a serviço da igreja. Entre os dons espirituais e os degraus do comportamento cristão, exatamente no começo de Romanos 12.9, ele coloca a pedra angular da ética cristã: “o amor seja sem hipocrisia”. O amor, que é realmente o princípio governante da vida cristã, é mais do que uma emoção, e é de natu­reza mais firme do que mero sentimentalismo ou pura filantropia. Salomão poetiza esse amor sem hipocrisia, dizendo: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes laba­redas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Ct 8.6-7). A partir do “amor sem hipocrisia”, vêm os degraus da ética do comportamento cristão, que vamos estudar em lições seguintes. Nesta lição trataremos de seis desses degraus.

I – DETESTAI O MAL
Detestar o mal é o mesmo que odiá-lo. Paulo usa várias vezes a palavra “fugir” para significar a re­pulsa que o cristão deve ter das coisas que são más (1Co 6.18; 10.14 e 1Tm 6.11): “Tu, po­rém, ó homem de Deus, foge destas coisas”. Carlyle, escritor cristão, comentando esse texto, diz: “O que necessitamos é ver a infinita beleza da santidade, e a infinita maldição e o horror do pecado”. O apóstolo João, em sua primeira epístola, coloca esse “detestai o mal” da seguinte maneira: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo2.15).

II – APEGAI-VOS AO BEM
O verbo “apegar” sugere um desejo intenso de apropriar-se de alguma coisa. O salmista assim se expressa: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Sl 63.1).
O comportamento ético do cristão é uma busca constante e intensa do que é bom. As palavras usadas por Paulo são firmes: “detestai” e “apegai”. Elas podem ser ilustradas com dois versos de Colossenses, como veremos a seguir.
1. Detestai
“Agora, porém, despojai-vos, igual­mente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos des­pistes do velho homem” (Cl 3.8 e 9).
2. Apegai-vos
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longani­midade” (Cl 3.12).
Tudo isso nada mais é do que empurrar para longe de nós o mal e abraçar de corpo e alma o que é bom, o que edifica.

III – AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS
Devemos ser afetuosos uns com os outros em amor fraternal. A palavra “cordialmente” é que qualifica esse amor. “Seja constante o amor fraternal. Não negli­gencieis a hospitalidade, pois alguns, pra­ticando-a, sem o saber acolheram anjos” (Hb 13.1-2). Esse degrau do com­portamento ético do cristão é um dos muitos mandamentos da mutualidade. O amor cordial é recíproco: “uns aos outros”. Dentro da igreja não somos estranhos; muito menos unidades isoladas. Somos irmãos, porque te­mos o mesmo Pai. A igreja não é um clube onde as pessoas se associam; nem simplesmente uma reunião de amigos. A igreja é a família de Deus. A reciprocidade no amor é a marca mais visível no Corpo de Cristo.

IV – NO ZELO, NÃO SEJAIS REMISSOS
O descuido da vida cristã acarreta sérios problemas. O cristão não pode tomar as coisas de qualquer maneira. O nosso cotidiano é sempre uma alternativa entre a vida e a morte. O tempo é curto e a vida terrena é uma preparação para a eternidade. O profeta Jeremias exorta-nos: “Mal­dito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!” (Jr 48.10). Costuma-se dizer que o cristão pode abrasar-se, porém nunca oxidar-se. Jesus, em carta à igreja de Laodicéia, exorta: “Eu repre­endo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).

V – SEDE FERVOROSOS DE ESPÍRITO
William Barclay, comentando esse degrau da ética do comportamento cristão, diz: “Devemos manter nosso es­pírito sempre em alta. Espírito fervoroso é espírito que transborda em amor por Deus e pelo próximo. Ilustra-se esse fervor com uma vasilha de água fervendo no fogo”. Foi exatamente nessa dimensão que Jesus advertiu a igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.15-16). O que se requer do verdadeiro cristão é que ele seja “fervoroso de espírito”. Isto é, uma pessoa entusiasmada e apaixonada pela salvação das almas e pela santificação da Igreja.

VI – SERVINDO AO SENHOR
Quem serve ao Senhor, está servindo ao seu próximo, e quem serve ao seu próximo está servindo ao Senhor. Jesus coloca esse assunto da seguinte manei­ra: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). O salmista, no hino de ingresso ao templo, declara: “Servi ao Senhor com alegria”. Esse sentimento deve ser constante no serviço cristão. O crente deve ter prazer no que faz servindo ao Reino de Deus. Por isso mesmo, aconselha o apóstolo: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportuni­dades” (Cl 4.5). “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

CONCLUSÃO
Elisabeth Gomes, em seu livro “Ética nas pequenas coisas”, diz: “Deus espera de Seus filhos pecadores e redimidos pelo sangue de Jesus um padrão de excelência em tudo. Deste lado da glória não atingiremos perfeição no sentido de não pecarmos, mas somos aperfeiçoados a cada dia, à medida que nos achegamos Àquele que cumpre em nós o querer e o realizar”.
Na carta aos Romanos, Paulo diz: “Fo­mos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).

A vida cristã é uma experiência que se re­nova a cada dia em nosso relacionamen­to com Deus e com o nosso próximo.
>> Autor da lição: Pastor João Arantes Costa
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista O Comportamento do Crente, da série Vida Cristã. Usado com permissão.


domingo, 2 de agosto de 2015

Lição 6: Conselhos gerais - EBD 2015

Lições Bíblicas CPAD – Adultos
3º Trimestre de 2015
Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Lição 6: Conselhos gerais

TEXTO ÁUREO
Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos [...]” (At 20.28).

VERDADE PRÁTICA
O pastor precisa cuidar das ovelhas do Sumo Pastor com o mesmo zelo com que cuida de sua família.

LEITURA DIÁRIA
Mt 26.41 – O crente precisa orar e vigiar para não cair em tentação

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

Nm 14.18 - “Deus não tem o culpado por inocente”

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

Jo 7.24 – Jamais devemos julgar pela a aparência

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

Cl 3.23 – Devemos trabalhar para o Senhor e não para os homens

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

Lc 12.21 – A insensatez do homem revelada na busca por riquezas

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

Ef 2.10 – Fomos criados em Jesus para as boas obras



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 5.17-22; 6.9-10.

1 Timóteo 5
17 — Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.
18 — Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
19 — Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas.
20 — Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
21 — Conjuro-te, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que, sem prevenção, guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.
22 — A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

1 Timóteo 6
9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


HINOS SUGERIDOS

62, 369, 577 da Harpa Cristã

 1 Timóteo 5

NÃO repreendas asperamente o ancião, mas admoesta-o como a pai; aos moços como a irmãos; As mulheres idosas, como a mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza.

Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.

Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.

Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações; Mas a que vive em deleites, vivendo está morta.

Manda, pois, estas coisas, para que elas sejam irrepreensíveis.

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.

Nunca seja inscrita viúva com menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido; Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra.

Mas não admitas as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se; Tendo já a sua condenação por haverem aniquilado a primeira fé.

E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém.

Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; Porque já algumas se desviaram, indo após Satanás.

Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas.

Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.

Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas.

Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.

A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.

Os pecados de alguns homens são manifestos, precedendo o juízo; e em alguns manifestam-se depois.

Assim mesmo também as boas obras são manifestas, e as que são de outra maneira não podem ocultar-se.

1 Timóteo 5:1-25


1 Timóteo 6

Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.
E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta.
Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,
Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.
Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.
Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,
Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;
A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;
Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;
Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.
Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência,
A qual professando-a alguns, se desviaram da fé. A graça seja contigo. Amém.
1 Timóteo 6:1-21


OBJETIVO GERAL

Mostrar que o zelo do pastor pelo rebanho de Cristo precisa ser semelhante ao zelo que tem por sua família.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

·   I. Refletir acerca do cuidado que o pastor deve ter com as ovelhas do Senhor.
·   II. Apresentar as orientações bíblicas com respeito ao trato com os presbíteros.
·   III. Compreender os conselhos paulinos sobre a sã doutrina.




INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje veremos o cuidado e a dedicação de Paulo para com sua missão pastoral. Ele estava atento aos assuntos de interesse da igreja. Ao ler as suas epístolas pastorais, podemos perceber que Paulo deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que viessem a falhar. De forma bem clara, doutrinou a respeito dos relacionamentos na igreja local.
Paulo recomenda que “os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (5.17). É importante ressaltar que neste texto, presbíteros significam pastores. Assim como os doze apóstolos de Jesus deixaram tudo para segui-lo, muitos homens, na igreja do primeiro século, deixaram tudo para se dedicar ao pastorado. Estes deveriam ser sustentados pela igreja. “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (5.18). Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos partes do capítulo cinco e seis da primeira Epístola de Timóteo. Neste capítulo Paulo dá a Timóteo instruções mais específicas quanto à liderança da igreja. Paulo deseja que o jovem pastor prossiga alegremente e de modo irrepreensível. Como pastor, Timóteo precisava aprender a lidar com os idosos e com todas as demais faixas etárias que compunham a igreja. O pastor precisa cuidar, apascentar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o ancião, pois todos fazem parte do rebanho do Senhor.
No capítulo seis Paulo vai dar prosseguimento as suas recomendações quanto ao relacionamento de Timóteo com as ovelhas.


PONTO CENTRAL

O pastor deve cuidar do rebanho com zelo e dedicação.


























I. O CUIDADO COM O REBANHO

1. O cuidado com os anciãos (5.1). O pastor precisa se relacionar bem com os membros de diferentes idades. Paulo procurou ensinar a Timóteo a maneira correta de lidar com as pessoas mais velhas. Todavia, isso não significa dizer que o pastor não deve corrigir, disciplinar os mais velhos, porém segundo o Comentário Bíblico Beacon o conselho de Paulo a Timóteo é: “Em vez de repreender o mais velho, solicite-lhe; apela a ele como se fosse teu pai”.

2. O cuidado com as mulheres idosas e viúvas (5.2). As mulheres idosas deveriam ser tratadas como mães, ou seja, membros da família. O pastor deve proteger as irmãs idosas e ajudá-las para que continuem a crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
Paulo também dá a Timóteo algumas orientações para que ele pudesse resolver as questões das viúvas na igreja (5.3-8). No mundo antigo, as viúvas enfrentavam uma situação difícil. Não havia o serviço de previdência social e quando o marido morria, se os filhos e parentes não cuidassem delas, elas passavam por sérias dificuldades financeiras. Não havia espaço para a mulher viúva no mercado de trabalho, por isso, a igreja deveria sustentar aquelas que não tinham nenhum parente.

3. O cuidado com os ministros fiéis (v.17). Os líderes que são fiéis ao Senhor e à Igreja devem ser estimados e apoiados. Sabemos que não é fácil agradar a todos e que os líderes sempre acabam sendo alvo de críticas. Como temos tratado os líderes de nossas igrejas? Com estima e apreço? Assim como os primeiros apóstolos, muitos dos obreiros de Éfeso deixaram tudo para seguir a Cristo, vivendo exclusivamente da igreja e para a igreja. O cuidado espiritual e econômico fazia parte das recomendações de Paulo a Timóteo. Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

O pastor precisa se relacionar bem com todos e cuidar dos membros com amor.

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Nos tempos da Bíblia, as viúvas geralmente não tinham meio de ganhar a vida. Aquelas que não tinham filhos nem netos que as sustentassem eram literalmente necessitadas. Os judeus e os primeiros cristãos mostraram grande preocupação por estas mulheres, e eram cuidadosos em prover para elas. Esta carta a Timóteo sugere que as viúvas cristãs não se limitavam a receber ajuda. Aquelas que tivessem demonstrado um caráter cristão recebiam papéis quase oficiais na igreja (5.9,10), e um ministério ativo junto a jovens casadas (Tt 2.3-5).
Paulo, no entanto, limita ainda mais os membros neste papel oficial, embora sem limitar os direitos das viúvas que não tinham famílias que as sustentassem. Ele incentiva as viúvas jovens a se casarem novamente. E adverte que ‘a viúva que vive em deleites, vivendo, está morta’. A expressão ‘que vive em deleites’ é uma única palavra em grego, spatalao, que significa viver auto indulgentemente ou em luxúria. Paulo não está acusando estas viúvas de uma conduta sexual errada, mas sim de materialismo, de uma perspectiva voltada a si mesmas, que contrasta com a de uma viúva que ‘espera em Deus e persevera de noite e de dia em rogos e orações’.
Uma mulher assim está ‘morta’ no sentido de que ela é insensível às realidades que marcam os outros como sendo particularmente vitais e vivos” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.471-72).

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/img_00246.jpg

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif



























II. O TRATO COM O PRESBITÉRIO

1. Acusação contra os presbíteros. Os presbíteros, ou pastores, não são isentos de falhas. Eles estão sujeitos a pecar, por isso, precisam vigiar e orar ainda mais (Mt 26.41). Nenhum obreiro pode pensar que é infalível. Sabemos que os líderes cristãos são alvo de críticas, calúnias, injúrias e difamações, por isso, Paulo dá orientações importantes quanto aos pastores dizendo: “Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19 cf. Dt 19.15). Mas, se o líder for realmente culpado, precisa se arrepender, confessar, deixar os seus pecados e ser disciplinado (Pv 28.13). Encobrir os erros daqueles que pecaram não é a solução, pois “Deus não tem o culpado por inocente” (Nm 14.18).

2. A repreensão aos presbíteros. “Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (5.20). Aqui, Paulo ensina a respeito da forma como aqueles que pecaram e tiveram suas faltas comprovadas por testemunhas, devem ser disciplinados. O pastor que aplica a disciplina precisa ter muito cuidado para agir conforme a reta justiça. A disciplina deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.

3. O cuidado com a saúde (v.23). Paulo aconselhou Timóteo a não beber somente água pura, mas misturar um pouco de vinho à água. Não sabemos ao certo o porquê de tal conselho, mas sabemos que naquele tempo as pessoas não podiam contar com os medicamentos que temos hoje. Sabemos também que o crente não deve beber vinho. Encontramos na Palavra de Deus inúmeras advertências a respeito do vinho (Lv 10.9; Pv 20.1; 23.31 e Ef 5.18). O importante aqui é ressaltar que esse texto contraria a ideia de que o crente não pode adoecer. Certamente Paulo sofreu algum tipo de enfermidade (Gl 4.13); seus companheiros, como Trófimo, adoeceram (2Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Estavam em pecado? De forma alguma! O líder também está sujeito a enfermidade, por isso, precisa cuidar da sua saúde física e emocional a fim de que possa cuidar do rebanho do Senhor.

http://www.estudantesdabiblia.com.br/images/cr1.gif

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Nenhum obreiro é infalível, por isso, a Palavra de Deus apresenta a maneira correta de disciplinar aqueles que erram.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Presbíteros (5.17-20). Paulo observa que os presbíteros ‘dirigem os interesses da Igreja’. O vocábulo grego proestotes quer dizer presidir, supervisionar a vida da congregação. A expressão ‘merecedores de dobrados’, no contexto, parece querer se referir aos os aspectos financeiros e de respeito.
A mensagem de Deuteronômio 19.15 insiste que até mesmo os comuns do povo devem ser protegidos contra as acusações de terceiros. O cargo público faz com que seus ocupantes sejam mais vulneráveis à hostilidade e falsas acusações do que as outras pessoas. Se acreditarem nessa acusação, estariam obstruindo a liderança.
Na igreja, não há quem esteja isento de responsabilidades. Com efeito, a projeção do cargo de presbítero implica em censura pública caso venha a cometer alguma falta. Ao protegermos nossos líderes da responsabilidade de seus atos pecaminosos, corrompemos a igreja, pois seus membros não levarão a sério quando forem admoestados” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.837).

III. CONSELHOS GERAIS

1. Aos que não respeitam a sã doutrina (6.3,4). Doutrina “é a exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia”. Na igreja em Éfeso havia alguns falsos mestres que resolveram disseminar falsos ensinos. Algumas igrejas, infelizmente, têm sucumbido aos apelos dos falsos mestres que deturpam a sã doutrina (1Tm 1.10), falsificando a Palavra (2Co 4.2), e seguindo os ensinos de Balaão. Para piorar ainda mais a situação, essas igrejas, à semelhança de Tiatira, acabam tolerando a imoralidade (Ap 2.14,15,20,22). Porém, a autêntica noiva de Cristo mantém-se fiel às Escrituras (Jo 14.15,21,23; Tt 1.9), pois, é “a igreja do Deus vivo a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).
2. Aos que querem ser ricos (6.9,10). É muito eloquente a exortação de Paulo acerca dos que buscam riquezas. Ele se refere aos “que querem ser ricos” ou que vivem buscando bens materiais, não dando valor às coisas de Deus. São como o rico da parábola, de quem Jesus disse: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus” (Lc 12.21). Paulo não é contra o possuir bens materiais, pois estes podem ser usados para o Reino de Deus, beneficiando a obra do Senhor. Paulo fala aqui do desejo de ser rico a qualquer custo. Ele fala do amor ao dinheiro e da cobiça. A Palavra de Deus nos ensina que a cobiça leva a todos os tipos de males: adultério, roubo, corrupção, suborno, etc.

3. Conselhos aos ricos (6.17-19). Paulo aconselha aos ricos que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza. Os bens materiais são efêmeros, pois não vamos levar nada quando partirmos desta vida (6.17). Paulo exorta aos ricos que “façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis” (6.18). As boas obras não salvam ninguém (Ef 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão e fazem parte da vida cristã (Ef 2.10). O crente sábio não entesoura para esta vida, mas para a futura (Mt 6.19-21).
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Paulo apresenta a Timóteo, e à Igreja do Senhor, vários conselhos úteis quanto ao ensino e o trato para com o rebanho do Senhor.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Foge destas coisas (1Tm 6.11-19). ‘Fugir’ no sentido figurativo significa evitar ou abster-se. Voltemos às costas para o desejo de tudo o que este mundo tem a oferecer e optemos pela justiça, piedade, fé, amor, tolerância e gentileza. Se estas qualidades são verdadeiras em nós, também é o nosso tesouro. Assim, estaremos a salvo das tentações que arrastam e lançam muitos à ruína.
Aos ricos, Paulo recomenda que não sejam arrogantes nem depositem sua esperança na riqueza. Mudem todo o foco de sua expectativa para o futuro com Deus. Usem o dinheiro para as boas obras. Sejam generosos e repartam. Estejam seguros de que o fundamental seja ampliado a cada dia, não na terra, mas nos céus” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.838).


CONCLUSÃO

Paulo era cuidadoso em sua missão pastoral. Ele se preocupava com diversos assuntos de interesse da igreja, de sua liderança e de seus membros. Deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que vierem a falhar. De forma bem clara, doutrinou igualmente sobre o relacionamento humano, na igreja local, entre servos e senhores.



PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Como Paulo aconselha Timóteo a tratar as mulheres idosas?
Ele aconselha a tratá-las como a mães.

Qual era a situação das mulheres viúvas nos tempos bíblicos?
A situação era difícil, não havia espaço para as mulheres viúvas no mercado de trabalho.

Como deveria ser a repreensão aos presbíteros?
Deveriam ser repreendidos na presença de todos.

Segundo a lição, como deve ser a disciplina?
Ela deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.

Qual o conselho de Paulo aos ricos?
Que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza.













SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Conselhos Gerais

O texto que estudaremos na presente lição são partes dos capítulos cinco e seis da primeira epístola de Timóteo. É a ultima lição que abordará a primeira epístola de Paulo a Timóteo. Um ponto muito importante para a liderança cristã é a exposição de Paulo a partir do versículo 17. Ali, aparecem algumas responsabilidades dos líderes e da própria igreja em reconhecê-los como tais: “os presbíteros que governem bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (v.17). Ou seja, se o presbítero for servidor e competente, segundo consta em 1 Timóteo 3.1-7, naturalmente ele terá da comunidade local respeito e tratamento digno. Neste aspecto, a orientação do apóstolo é que o jovem pastor não recebesse nenhuma denúncia de incompetência ministerial, ou prática pastoral soberba e autoritária, que fosse um “blefe”. Por isso, a orientação de Paulo para que façam a denúncia com o mínimo de duas ou três testemunhas.
O contrário do que pensam muitos, a orientação do apóstolo Paulo não se dá pelo viés do “corporativismo ministerial”, mas o da prudência e o do senso de justiça para não sermos injustos no julgamento de um líder cristão (como igualmente não se deve ser injusto no julgamento de um membro local). Entretanto, no caso de uma denúncia autenticamente comprovada contra um oficial da igreja, a orientação apostólica é clara: “aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (1Tm 5.20). A liderança cristã deve honrar sua vocação, principalmente na disciplina.
Entretanto, temos de ter o cuidado de não fazermos uma “caça às bruxas”, pois há uma grande diferença entre a pessoa arrependida de seu pecado e outra impenitente, de dura cerviz. Para a pessoa impenitente, a mensagem das Escrituras é clara, a fim de causar impacto em seu coração e ser salva no dia do juízo: “o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus” (1Co 5.1-5). Mas para a pessoa arrependida de coração, a mensagem de Jesus Cristo é a mesma dada à mulher adúltera: “E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais” (Jo 8.10). O sumo pastor é um só, e o seu nome é Jesus Cristo.













Beto Araújo